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Adelaido Figueiredo afirma que impostos, endividamento, apostas online, insegurança e problemas de infraestrutura aumentam as dificuldades para empresários e comerciantes

O fechamento de lojas das Casas Bahia reacendeu o debate sobre as dificuldades enfrentadas pelo varejo brasileiro. Para o presidente de CDL Campo Grande, Adelaido Figueiredo, o cenário é resultado de uma combinação de fatores que afetam tanto os empresários quanto o poder de compra dos consumidores.

No Minuto do Varejo, Adelaido afirma que o comerciante brasileiro enfrenta obstáculos desde a abertura das portas do estabelecimento e defende maior participação do poder público na solução de problemas que afetam diretamente o funcionamento das empresas.

Segundo o especialista, o ambiente de negócios reúne uma série de dificuldades que tornam a manutenção das empresas mais complexa. Entre os fatores citados estão a carga tributária, o endividamento dos consumidores, as apostas online, a infraestrutura urbana e a segurança pública.

Impostos e consumidor endividado

Na avaliação de Adelaido, o empresário brasileiro precisa lidar com uma estrutura que dificulta a atividade comercial e limita a capacidade de investimento das empresas.

“A dificuldade do empresário brasileiro é como se você estivesse subindo uma escada com os olhos vendados, com a mão amarrada para trás”, compara.

Entre os principais problemas apontados está o custo dos impostos, que, segundo ele, pesa sobre os negócios em um momento em que parte dos consumidores também enfrenta dificuldades financeiras.

“Imposto caro, consumidor endividado e para piorar ainda tem as bets”, afirma.

Para o especialista, a redução do dinheiro disponível para o consumo afeta diretamente o varejo, já que famílias endividadas tendem a restringir gastos e priorizar despesas consideradas essenciais.

Apostas online entram na discussão sobre consumo

Adelaido também relaciona o avanço das apostas online ao comportamento de consumo. Na avaliação dele, parte dos recursos que poderiam ser destinados a compras do dia a dia acaba direcionada às plataformas de apostas.

O especialista considera que o fenômeno acrescenta uma dificuldade ao comércio, especialmente diante de um consumidor com orçamento mais limitado.

Problemas da cidade também afetam o comércio

Além dos fatores econômicos, Adelaido chama atenção para problemas enfrentados pelos comerciantes no ambiente urbano.

Segundo ele, questões como infraestrutura, cobrança de impostos e segurança interferem na rotina dos estabelecimentos e também podem influenciar a decisão do consumidor de frequentar determinadas regiões.

“E não é só isso, quando você abre a tua porta, você encontra uma cidade completamente abandonada, toda esburacada, cobrando alto pelos impostos e pior ainda, totalmente insegura”, afirma.

Para o especialista, a insegurança representa uma preocupação adicional para quem mantém um estabelecimento comercial, principalmente fora do horário de funcionamento.

“O varejo não tá pedindo nem um favor”

Diante dos problemas apontados, Adelaido defende que o poder público assuma responsabilidades relacionadas às condições necessárias para o funcionamento do comércio.

“O varejo não tá pedindo nem um favor. O que nós estamos cobrando é que o poder público faça a sua parte”, afirma.

A cobrança, segundo ele, envolve questões que ultrapassam a responsabilidade individual dos empresários, como segurança, infraestrutura urbana e condições adequadas para circulação de consumidores.

Fechamento de lojas afeta toda a cidade

Para Adelaido, os efeitos do fechamento de estabelecimentos não ficam restritos aos proprietários ou funcionários das empresas. A redução da atividade comercial também repercute na economia local.

“Afinal de contas, toda vez que um comércio fecha, toda a cidade perde”, afirma.

O especialista destaca que o comércio movimenta diferentes setores da economia e que a manutenção das empresas depende não apenas das decisões internas dos empresários, mas também de condições externas que favoreçam a atividade.

O cenário coloca o varejo diante do desafio de manter as portas abertas em meio a custos elevados, consumidores com menor capacidade de compra e problemas estruturais que, segundo Adelaido, precisam ser enfrentados de forma conjunta.

Dê o play e confira o Minuto do Varejo desta semana:

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