Vendas externas cresceram 41,5% em um ano; carnes lideram pauta e China permanece como principal destino dos produtos da capital
Campo Grande alcançou um novo recorde nas exportações no acumulado dos primeiros sete meses de 2026. O município vendeu US$ 560,275 milhões ao exterior entre janeiro e julho, valor 41,49% superior aos US$ 395,996 milhões registrados no mesmo período de 2025.
O resultado também elevou o saldo da balança comercial. No período, Campo Grande registrou superávit de US$ 311,472 milhões, diferença entre o valor exportado e o importado, o maior resultado positivo para os primeiros sete meses de um ano desde o início da série histórica acompanhada pelo governo federal, em 1997.
A corrente de comércio, que corresponde à soma das exportações e importações, chegou a US$ 809,079 milhões no período.
Os números mostram uma expansão do comércio exterior da Capital, impulsionada principalmente pelo aumento das vendas de produtos ligados à cadeia de carnes e pela ampliação dos negócios com mercados estrangeiros.
Julho concentra US$ 96,5 milhões em exportações
Somente em julho, Campo Grande exportou US$ 96,55 milhões, alta de 45,80% em relação ao mesmo mês de 2025.
As importações, por outro lado, tiveram crescimento ainda mais expressivo. Foram US$ 38,56 milhões em compras externas, avanço de 114,01% na comparação anual.
Mesmo com o aumento das importações, o município terminou o mês com saldo positivo de US$ 57,99 milhões.
O desempenho acumulado indica que, até julho, as exportações cresceram em ritmo superior ao das importações, mantendo a balança comercial da Capital superavitária.
Carnes representam maior parcela das vendas
As carnes e miudezas comestíveis foram os principais produtos exportados por Campo Grande em julho. As vendas desse grupo alcançaram US$ 74,80 milhões, aumento de 40,03% em relação a julho do ano passado.
O segmento respondeu pela maior parte das exportações realizadas pelo município no mês.
Na sequência aparecem gorduras e óleos animais ou vegetais, com US$ 11,98 milhões, e peles e couros, que movimentaram US$ 3,60 milhões em vendas externas.
A composição da pauta mostra a importância da agroindústria e das cadeias associadas à produção de proteína animal para a inserção de Campo Grande no comércio internacional.
China lidera entre os compradores
A China foi o principal destino das exportações da Capital em julho. O país asiático comprou US$ 40,242 milhões em produtos de Campo Grande.
Índia, Estados Unidos, Chile e México também figuraram entre os principais mercados compradores no período.
A presença de diferentes países entre os destinos das mercadorias indica uma diversificação dos mercados consumidores, embora a China mantenha posição de destaque na pauta comercial.
Comércio com países da América Latina ganha espaço
Além dos mercados asiáticos e norte-americanos, Campo Grande mantém uma parcela relevante de suas relações comerciais com países sul-americanos.
Entre janeiro e julho, as transações da Capital com Argentina, Bolívia, Chile e Paraguai somaram US$ 227,638 milhões.
O valor corresponde a 28,14% de toda a corrente de comércio do município no período.
Os quatro países integram a chamada Rota de Integração Latino-Americana (RILA), projeto que busca ampliar a conexão logística e comercial entre o Centro-Oeste brasileiro e os mercados sul-americanos, especialmente por meio de novas rotas de transporte e acesso a portos do Chile.
A participação desses países no comércio exterior de Campo Grande ganha relevância diante da posição geográfica da Capital, localizada em uma área estratégica para as conexões entre o Brasil e os países vizinhos.
Comércio exterior muda de escala
Os resultados de 2026 reforçam uma trajetória de recuperação e crescimento do comércio exterior de Campo Grande nos últimos anos.
Depois de uma retração nos fluxos comerciais em 2024, o município voltou a registrar expansão em 2025. O movimento ganhou força neste ano, quando as exportações atingiram, até julho, US$ 560,275 milhões.
A corrente de comércio de US$ 809,079 milhões também evidencia o aumento da movimentação de mercadorias entre empresas da Capital e parceiros estrangeiros.
O avanço das exportações tem impacto sobre diferentes setores da economia, como agroindústria, logística, transporte, armazenagem e serviços relacionados às operações de comércio exterior.
O desempenho também aumenta a importância de Campo Grande como ponto de distribuição e processamento de produtos destinados a outros países, em um momento de expansão das conexões comerciais com mercados da América Latina.
Recorde é registrado em série histórica iniciada em 1997
Os valores acumulados até julho de 2026 representam recordes para o período dentro da série histórica do comércio exterior acompanhada pelo governo federal desde 1997.
O destaque fica tanto para o volume exportado quanto para o saldo positivo da balança comercial.
Com US$ 560,275 milhões em exportações e US$ 248,803 milhões em importações no acumulado do ano, a Capital alcançou superávit de US$ 311,472 milhões.
O resultado significa que, até julho, o município vendeu ao exterior mais do que o dobro do valor que gastou com produtos importados.
Os dados fazem parte do acompanhamento do comércio exterior brasileiro e foram divulgados no Boletim Econômico de agosto da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável.
Com informações e imagem da Prefeitura de Campo Grande



















