Carregando…

Compartilhe

Índice avançou 0,5% em setembro, com melhora na percepção sobre emprego, renda e consumo

A intenção de consumo das famílias de Campo Grande subiu em setembro e atingiu 109,4 pontos, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio MS (IPF-MS). O resultado representa alta de 0,5% em relação a agosto e mantém o indicador acima da marca de 100 pontos, considerada pelo levantamento uma faixa de satisfação dos consumidores.

O índice também ficou acima do registrado no mesmo período do ano passado e mais de cinco pontos acima da média nacional, segundo os dados divulgados pelo Sistema Comércio MS nesta sexta-feira (25).

A melhora foi puxada principalmente pela percepção das famílias sobre a situação atual do emprego, renda e consumo. Entre os subindicadores, o nível de consumo atual teve a maior alta, de 3%. A percepção sobre o emprego atual avançou 1,3%, enquanto a avaliação sobre a renda atual cresceu 1,1%.

Para o presidente do Sistema Comércio MS, Juliano Wertheimer, o resultado mostra um ambiente favorável para o comércio, serviços e turismo.

“Os números mostram que o campo-grandense segue confiante em relação à sua situação financeira e ao mercado de trabalho. Quando as famílias se sentem mais seguras para consumir, toda a economia se beneficia. Esse cenário é especialmente importante neste momento do ano, quando nos aproximamos de datas estratégicas para o varejo, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal. O comércio, os serviços e o turismo têm uma grande oportunidade de transformar essa confiança em geração de negócios, emprego e renda”, afirma.

Famílias de menor renda puxam alta

A economista do IPF-MS, Regiane Dedé, destaca que a alta ocorreu principalmente entre famílias com renda de até 10 salários mínimos. Nesse grupo, o índice passou de 104,7 pontos em agosto para 105,4 em setembro.

“Os números de setembro trazem boas notícias para Campo Grande. A intenção de consumo das famílias chegou a 109,4 pontos, com alta em relação a agosto e ao mesmo mês do ano passado. Estamos mais de cinco pontos acima da média nacional. O campo-grandense está confiante e disposto a consumir, e isso movimenta o nosso comércio e os nossos serviços”, diz.

Segundo a economista, a mudança nessa faixa de renda tem impacto sobre pequenos negócios e estabelecimentos de bairro.

“Me chamou atenção, em especial, que neste mês o crescimento veio das famílias com renda de até 10 salários mínimos. É justamente esse consumidor que movimenta o comércio de bairro, os pequenos negócios e o varejo do dia a dia. Quando essa faixa ganha fôlego, a economia da cidade inteira sente”, afirma.

Inadimplência recua

Outro dado destacado no levantamento é a situação do endividamento das famílias. De acordo com o IPF-MS, 27,5% das famílias afirmam ter contas em atraso, enquanto 7,7% dizem não ter condições de pagar as dívidas.

Para Regiane Dedé, os números indicam melhora na capacidade de pagamento dos consumidores.

“Temos hoje a menor inadimplência da série. Sete em cada dez famílias têm alguma dívida, é verdade, mas a proporção de famílias com contas em atraso caiu para 27,5%. As que dizem não ter condições de pagar recuaram para 7,7%, quase a metade do que era há um ano. Isso mostra um consumidor mais responsável, que usa o crédito para consumir e honra seus compromissos”, afirma.

Apesar da melhora geral, alguns indicadores apresentaram retração. A perspectiva profissional caiu 0,5%, enquanto o índice que mede o momento para a compra de bens duráveis recuou 3%.

O resultado sugere que, embora as famílias estejam mais dispostas ao consumo cotidiano, ainda existe cautela em relação a compras de maior valor.

Mesmo com essas quedas, o ICF permaneceu acima dos 100 pontos em setembro. O indicador considera fatores relacionados ao emprego, renda e capacidade de consumo das famílias e é utilizado para acompanhar a disposição dos consumidores em realizar compras.

Os comentários a seguir não representam a opinião do Portal Total News

Deixe um comentário