Após os incêndios que destruíram parte da mata do Pantanal em 2024, o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), ponderou, à CNN, que é preciso ter “cuidado para não ser injusto” em relação as punições e na análise do que é ou não uma ação criminosa na região.
Riedel defendeu ainda que é “extremamente importante” que não tenha impunidade e que “vá para cima de uma ação criminosa, mas a gente tem uma série de situações que passam longe de ser criminosas. Tem que separar o joio do trigo e poder ser muito assertivo nessas punições”, completou.
No início deste mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, deu 10 dias para a Polícia Federal (PF) enviar o cronograma de operações para prevenir crimes ambientais na Amazônia e Pantanal. O prazo termina nesta segunda-feira (17).
Dino também convocou uma audiência para o dia 13 de março, com os estados dos dois biomas e representantes do governo federal, além de demandar, aos estados, que apresentem, durante a reunião, um compilado de dados sobre as queimadas e os cronogramas próprios para combater os crimes ambientais.
Sobre a preservação do bioma, o governador afirmou que está realizando mudanças permanentes na região, não somente para os períodos de seca.
“Há quanto tempo nós ouvimos falar dos incêndios na Califórnia? É um processo histórico… no Pantanal, não é diferente. A gente passou, no ano passado, e repetiu um pouco 2020, uma das maiores crises de seca e calor no bioma Pantanal e o resultado são os incêndios. A gente tem que mudar a consciência e a cultura e nos preparar para isso, que é o que nós estamos fazendo, não só no período da seca, ela é permanente”, ressaltou.
- Informações da CNN
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