A Ceasa-MS (Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) é uma das principais portas de entrada para a comercialização da produção agrícola no Estado e vem se consolidando como alternativa para agricultores familiares que buscam ampliar renda e alcance de mercado. Para vender no entreposto, porém, o produtor precisa cumprir etapas de credenciamento, além de se preparar para atuar também como comerciante.
O primeiro passo é procurar um escritório da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural), presente nos 79 municípios sul-mato-grossenses. A agência é acionista majoritária da Ceasa-MS e responsável por avaliar se o produtor se enquadra como agricultor familiar, além de prestar assistência técnica conforme o tipo de cultura produzida.
Após a análise e o credenciamento, o agricultor é autorizado a se cadastrar na administração da Ceasa para comercializar seus produtos no Cecaf (Centro de Comercialização da Agricultura Familiar), que funciona dentro do entreposto. No local, as vendas são feitas nas chamadas “pedras”, espaços destinados à exposição das mercadorias.
Com o cadastro aprovado, o produtor passa a retirar os romaneios, documento que substitui a nota fiscal e permite o ingresso e a comercialização dentro da Ceasa. Segundo o diretor de Abastecimento e Mercado da Ceasa-MS, Fernando Begena, cada romaneio custa R$ 5 e corresponde a uma carga de produtos.
“Cada romaneio equivale a uma entrada do agricultor com sua produção no Cecaf. Sem ele, não é possível acessar o espaço para vender”, afirma Begena.
Além do Cecaf, o agricultor também pode optar por negociar diretamente com empresas instaladas na Ceasa. Nesse caso, é exigida a apresentação do romaneio ou da nota fiscal, para garantir a procedência da mercadoria.
“O produtor pode fechar negócio direto com as empresas, desde que apresente a documentação. A Ceasa não intermedia a venda, apenas organiza o fluxo de produtos”, explica o diretor.
Segundo Begena, quem comercializa no entreposto precisa entender que, além de produtor rural, passa a atuar como empresário. A movimentação começa por volta das 4h e reúne comerciantes, atacadistas e consumidores finais.
“A demanda é grande, mas o agricultor precisa saber negociar, praticar preços adequados e avaliar se consegue atender às exigências do mercado. Da porteira para fora, ele também é comerciante”, diz.
Crescimento da produção local
A participação dos produtores de Mato Grosso do Sul na Ceasa tem crescido. Entre janeiro e setembro de 2025, o Estado ocupou o segundo lugar no ranking dos maiores fornecedores do entreposto, com cerca de 25 mil toneladas de hortifrutigranjeiros comercializados, alta de 8,93% em relação ao mesmo período de 2024.
Entre os produtos mais vendidos estão a mandioca, com 4,3 mil toneladas, a laranja, com 4,2 mil toneladas, e o ovo, com 3,6 mil toneladas, nos primeiros meses do ano passado.
Com informação e imagem do Governo de Mato Grosso do Sul




















