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Mato Grosso do Sul deve alcançar uma produção de 14,6 milhões de toneladas de soja nesta safra, que está na reta final de colheita. O volume estimado representa um crescimento de 11,4% em relação à safra anterior. Os dados consolidados são do Siga-MS (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio), ferramenta da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), em parceria com a Aprosoja-MS e o Sistema Famasul.

Segundo o titular da Semadesc, Jaime Verruck, a expectativa de área para esta safra de soja se confirmou em 4,5 milhões de hectares, ou seja 6,8% maior em comparação ao ciclo anterior. “Mas o que chama a atenção é a produtividade estimada, que apesar dos problemas climáticos, foi revisada de 51,7 sacas para 54,4 sacas por hectare, resultando em uma produção esperada de 14,686 milhões de toneladas”.

Esse volume é 5% superior à produtividade inicial prevista, que era de 13,9 milhões de toneladas. A estimativa tem como base a amostragem de 10,7% da área cultivada.

A estimativa para o milho da segunda safra indica uma área plantada de 2,103 milhões de hectares, com produtividade média de 80,8 sacas por hectare. A produção total está prevista em 10,199 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 20,6% em comparação ao ciclo anterior.

Levantamento – O levantamento é realizado junto a empresas de assistência técnica, produtores rurais, sindicatos e empresas privadas nos principais municípios produtores de soja e milho do estado. As informações primordiais coletadas abrangem estádios fenológicos, condições das lavouras, operações realizadas no momento, produtividade, produção, área cultivada, aspectos climáticos, além de dados econômicos relevantes.

Segundo a análise do Siga-MS, cerca de 2,288 milhões de hectares foram afetados pelo estresse hídrico, o que corresponde a 51% da área total. As lavouras mais prejudicadas foram aquelas semeadas entre setembro e meados de outubro.

Entre dezembro e janeiro, houve uma redução significativa nas precipitações, especialmente em janeiro, um período crítico para o enchimento de grãos da soja. Além disso, o percentual de colheita está 2,4 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos.

O secretário salienta que os dados finais da safra ainda poderão sofrer mudanças por se tratar do início da amostragem. “A área, produtividade e produção ainda serão confirmadas no estado, pois estamos apenas no início da amostragem. Mesmo assim, a revisão dos dados mostrou sinais mais favoráveis em relação à safra de soja”, concluiu.

Até 28 de março, a colheita da safra 2024/2025 havia atingido 93% da área monitorada no estado. A região sul registrava a colheita mais avançada, com 94,8% de área colhida, seguida pela região central, com 92%, e pela região norte, com 87,5%. O total colhido até essa data era de aproximadamente 4,1 milhões de hectares.

Foto de capa: Semadesc

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