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Conferência internacional deve reunir cerca de 3 mil participantes e colocar o Pantanal no centro das discussões globais sobre conservação da biodiversidade

Campo Grande se prepara para receber um dos principais encontros internacionais voltados à preservação da biodiversidade. A capital de Mato Grosso do Sul será sede da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), evento da Organização das Nações Unidas que reunirá representantes de diversos países para discutir estratégias de proteção da fauna migratória.

A conferência será realizada entre os dias 23 e 29 de março de 2026 e deve reunir cerca de 3 mil participantes, entre representantes de governos, especialistas, cientistas e organizações internacionais. Delegações de mais de 130 países são esperadas para os debates e negociações sobre políticas globais de conservação.

O encontro ocorre no âmbito da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, tratado internacional voltado à proteção de espécies que atravessam fronteiras entre países durante seus ciclos de vida, como aves, peixes e mamíferos. Durante a conferência, os participantes discutem medidas de cooperação internacional e definem estratégias para fortalecer a preservação dessas espécies.

A estrutura principal da COP15 será montada no Bosque Expo, onde funcionará a chamada “Blue Zone”, área destinada às negociações oficiais entre as delegações. Também estão previstas atividades paralelas em espaços como o Bioparque Pantanal, a Casa do Homem Pantaneiro e o Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, no Parque dos Poderes.

Além do impacto ambiental e científico, o evento deve movimentar a economia local. A expectativa é de aumento na ocupação hoteleira e maior demanda por serviços de transporte, alimentação e comércio. Estimativas apontam que a realização da conferência pode gerar movimentação financeira de mais de R$ 14 milhões na capital durante o período do evento.

A escolha de Campo Grande para sediar a conferência está ligada à relevância ambiental de Mato Grosso do Sul, especialmente pela presença do Pantanal, considerado um dos biomas mais ricos em biodiversidade do planeta e rota de diversas espécies migratórias.

Esse cenário também se reflete na própria capital. Levantamentos indicam que Campo Grande abriga cerca de 400 espécies de aves nas áreas urbana e periurbana, sendo aproximadamente 20% delas migratórias, que utilizam a cidade como ponto de descanso, alimentação ou reprodução durante suas rotas naturais.

O bioma deve ganhar destaque nas discussões da COP15, tanto pelo papel na conservação da fauna quanto pelo potencial de pesquisa científica. A conferência também busca fortalecer iniciativas voltadas ao monitoramento e à proteção de espécies e ampliar o debate internacional sobre a preservação da biodiversidade,além dos desafios enfrentados pelos ecossistemas naturais.

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