A Câmara Municipal de Campo Grande definiu nesta quinta-feira (20) os cinco membros da CPI que investigará irregularidades no transporte coletivo urbano prestado pelo Consórcio Guaicurus.
A comissão será presidida pelo vereador Dr. Lívio (União) e relatada por Ana Portela (PL). Também participam os vereadores Luiza Ribeiro (PT), Junior Coringa (PSDB) e Maicon Nogueira (PP). Segundo o Dr. Lívio, a composição seguiu indicações partidárias e consenso entre os parlamentares. Ele destacou que a criação da CPI atende a uma demanda antiga da população e reforçou a responsabilidade da comissão em entregar respostas concretas.
Junior Coringa, autor do primeiro requerimento para abertura da CPI, afirmou que terá atuação firme e buscará esclarecer questões ainda obscuras. Já Ana Portela enfatizou que a investigação focará na frota, qualidade e eficiência do serviço. A vereadora Luiza Ribeiro reforçou que a CPI ouvirá autoridades, usuários e especialistas para um diagnóstico detalhado. Maicon Nogueira destacou que a comissão buscará transparência sobre os custos do serviço e sua qualidade.
O presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), declarou apoio à CPI e afirmou que dará suporte aos trabalhos, reforçando que a investigação não é contra ninguém, mas em favor da cidade.
A CPI terá duração de 120 dias e tem como objetivo investigar os seguintes fatos determinados:
– a utilização de frota com idade média e máxima dentro do limite contratual e o estado de conservação dos veículos, nos últimos cinco anos;
– o equilíbrio financeiro contratual após a aplicação dos subsídios públicos concedidos pelo Executivo Municipal de Campo Grande à empresa concessionária por meio das Leis Complementares 519/2024 e 537/2024;
– a fiscalização feita pela Prefeitura Municipal pela Agereg e pela Agetran no serviço de transporte público prestado pela concessionária após a assinatura do TAG (Termo de Ajustamento de Gestão) perante o TCE-MS, em novembro de 2020.
- Foto de capa: Reprodução/Câmara Municipal