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A Prefeitura de Campo Grande lançou nesta segunda-feira (2), no Teatro do Paço, o programa CG Delas, iniciativa que reúne 24 projetos voltados à proteção, capacitação e autonomia financeira de mulheres. A gestão municipal afirma que a proposta consolida ações já existentes e cria um “ecossistema de fortalecimento”, com expectativa de ampliar o número de atendidas em 2026.

Segundo a secretária executiva da Mulher, Angélica Fontanari, o programa integra iniciativas nas áreas de saúde, saúde mental, empreendedorismo e enfrentamento à violência. “Nós temos a mulher ao centro e orbitando ao redor dela 24 projetos. É um ecossistema de proteção e fortalecimento”, disse.

De acordo com a secretária, cerca de 2.500 mulheres foram atendidas em 2025 pelas ações que agora passam a compor o CG Delas. A meta para este ano é alcançar entre 3.000 e 4.000 mulheres.

Entre os projetos citados está o Recomeçar Moradia, que, segundo a prefeitura, recebeu investimento superior a R$ 500 mil para conceder auxílio financeiro temporário a 50 mulheres vítimas de violência doméstica. O benefício pode ser pago por até 18 meses, com o objetivo de evitar que a dependência econômica leve ao retorno ao agressor.

Outro destaque é o aplicativo Proteja Mais Mulher, acionado por meio de botão de emergência. Conforme a secretária, o sistema envia georreferenciamento em tempo real e grava cinco segundos de áudio ambiente para a central da Guarda Civil Metropolitana. “Todas as vezes que fomos acionados, o tempo-resposta foi inferior a cinco minutos e todos os autores foram presos em flagrante”, afirmou.

A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que o mês de março terá agenda ampliada de ações voltadas às mulheres. “Não é só pauta de proteção. Estamos apresentando capacitação, atendimento odontológico, encaminhamento para o mercado de trabalho”, declarou. Segundo ela, mais de mil mulheres foram capacitadas no último ano por meio de cursos ofertados em parceria com a Fundação Social do Trabalho (Funsat) e outras instituições.

Campo Grande registrou redução no número absoluto de feminicídios entre 2024 e 2025, segundo números apresentados pela prefeitura: foram 11 casos em 2024 e 7 em 2025, queda de aproximadamente 36%. A secretária afirmou que a capital “foi a única a reduzir quase 50%” os índices, atribuindo o resultado à atuação integrada da rede de atendimento.

Apesar da redução, Mato Grosso do Sul historicamente figura entre os estados com maiores taxas proporcionais de feminicídio no país. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que o estado costuma registrar índices acima da média nacional nos últimos anos. Em Campo Grande, os casos de violência doméstica continuam entre as principais ocorrências registradas pela polícia, segundo relatórios da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.

Questionada sobre o investimento total do programa, a secretária afirmou que os valores estão diluídos nas ações já em execução e envolvem recursos próprios e parcerias institucionais. “Foi investido muito dinheiro, mas são projetos que já estavam acontecendo e agora foram organizados dentro do CG Delas”, disse, sem detalhar o orçamento global.

O programa foi instituído por decreto municipal e, segundo a prefeitura, terá caráter permanente. Ainda não foram divulgados indicadores públicos de avaliação de impacto nem metas quantitativas detalhadas além da previsão de número de atendimentos.

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