Concessão de 30 anos modernizará trechos de seis rodovias, prometendo mais segurança, fluidez no tráfego e impactando 1,2 milhão de pessoas no Estado
Mato Grosso do Sul terá um investimento bilionário em infraestrutura rodoviária com a “Rota da Celulose”, um projeto de Parceria Público-Privada (PPP) que promete transformar trechos de seis rodovias estaduais e federais ao longo dos próximos 30 anos. A apresentação técnica da iniciativa foi realizada nesta segunda-feira (2) e contou com a presença do governador Eduardo Riedel (PP) e da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet.
O consórcio ‘Caminhos da Celulose’ será o responsável pela operação e pelos investimentos de R$ 10,1 bilhões – sendo R$ 6,9 bilhões em obras e R$ 3,2 bilhões em custos operacionais – em trechos das rodovias MS-040, MS-338, MS-395, BR-262 e BR-267. A expectativa é que o projeto beneficie diretamente 1,2 milhão de pessoas.
Pedágio ‘free flow’ e monitoramento total
Entre as principais inovações, destaca-se o sistema de pedágio “free flow”, que elimina as cancelas e promete mais fluidez no tráfego, além da redução de emissão de CO2. As rodovias serão 100% monitoradas por 484 câmeras, instaladas a cada 1,8 km, complementadas por sensores de pista e sistemas de controle de velocidade, garantindo mais segurança viária.
“Esta nova modelagem é moderna, nasce tecnológica, com responsabilidade social e ao meio ambiente. Vai dar mais segurança aos usuários e o contrato não é estagnado, o que permite ao longo do processo avançar em investimentos em trechos específicos, em função do nível e aumento de tráfego”, explicou o governador Eduardo Riedel.
O diretor-presidente da concessionária, Luiz Fernando De Donno, ressaltou que o projeto não visa apenas o desenvolvimento da região Leste, mas de todo o Estado e do Brasil, fortalecendo um corredor logístico estratégico para o escoamento da produção agrícola.
Obras e Benefícios para o Usuário
O contrato prevê um extenso pacote de melhorias, incluindo:
- 115 km de duplicações;
- 457 km de acostamentos (garantindo 100% de acostamento em todo o sistema);
- 245 km de terceiras faixas;
- Contornos urbanos e dispositivos em nível e desnível para melhorar o fluxo;
- 22 passagens de fauna, demonstrando preocupação ambiental;
- Pontos de parada e descanso, câmeras e ambulâncias à disposição para maior conforto e segurança dos motoristas;
“O que no final nós buscamos é atender as pessoas, dando conforto, segurança aos usuários das nossas rodovias. O setor privado traz capital, eficiência, inovação e expertise, com melhorias na vida do cidadão, sendo um ciclo virtuoso para economia, geração de empregos”, afirmou Eliane Detoni, secretária especial do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) do Governo do Estado.
Para os primeiros 100 dias, já estão previstos serviços emergenciais de manutenção, como roçada, sinalização horizontal e vertical, limpeza de drenagem e reparos emergenciais no pavimento em mais de 150 km.
A Rota da Celulose abrangerá municípios importantes das regiões Central e Leste do Estado, como Água Clara, Anaurilândia, Bataguassu, Campo Grande, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas.
A ministra Simone Tebet classificou a concessão como um exemplo de sucesso de parceria entre Estado, União e iniciativa privada, fundamental para a logística em projetos bilionários na região.



















