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Mais do que um elemento estético, o cabelo tem papel central na construção da identidade e na forma como as pessoas se percebem e se apresentam socialmente. A cofundadora da Clinica Sanabria, Kamilla Sanabria, aponta impactos emocionais significativos associados à queda de cabelo e alerta para a importância do diagnóstico precoce.

“O cabelo nunca foi apenas estética. Ele faz parte de quem somos, da nossa identidade e da forma como nos apresentamos ao mundo”, afirma.

Segundo ela, mudanças capilares costumam acompanhar fases importantes da vida e, em muitos casos, simbolizam recomeços. “Quantas vezes você já mudou o cabelo para marcar um recomeço?”, questiona.

Kamilla relata uma experiência pessoal com a relação entre cabelo e identidade. “Eu mesma assumi meu cabelo. Eu usava progressiva há muito tempo, mas assumi meu cabelo natural enrolado e ele virou sinônimo de referência. Assim, todo mundo lembra e me conhece pelo cabelo, e isso me fez uma mulher mais segura, mais confiante. Hoje eu amo o meu cabelo, eu gosto dele volumoso, eu consigo me posicionar mais. Então depois que eu realmente me assumi, assumi o meu cabelo natural isso fez muita diferença”, diz.

Impactos psicológicos

A perda de cabelo, por outro lado, pode gerar efeitos profundos na autoestima. De acordo com a Kamilla, pacientes frequentemente relatam mudanças na forma de se posicionar e até em conquistas pessoais após o tratamento.

“A falta de cabelo gera muitos impactos psicológicos. A gente acompanha com muita frequência os pacientes e depois que começa a nascer o cabelo, que fazemos o tratamento, a postura deles é diferente, o tom de voz é diferente”, afirma.

Segundo ela, há relatos de pacientes que associam a melhora capilar a avanços na vida pessoal e profissional. “Já tivemos vários relatos de pacientes que chegaram aqui felizes porque falaram que foram promovidos, que deram um passo muito grande na vida profissional, que eles se sentem mais realizados, que reconstruíram o seu casamento. Então a pessoa muda muito psicologicamente”.

Queda natural x sinal de alerta

Embora a queda de cabelo seja um processo natural, é preciso atenção aos sinais de excesso. Ela explica que há uma forma simples de observar isso no dia a dia.

“É normal, é natural a gente ter uma certa quantidade de perda de cabelo, mas eu nunca esqueço de uma analogia: toda vez que você penteia o cabelo, você pega a escova, pega aquele cabelo e faz uma bola, se aquela bola está transparente, se você consegue ver a forma da sua mão, é uma queda natural. Se você observar que não consegue ver o fundo da sua mão, ali já é uma queda que está acima do normal e você precisa procurar um especialista”.

Fatores de risco

Entre os principais fatores que influenciam a saúde capilar estão estresse, alterações hormonais, alimentação e qualidade do sono.

“O estresse, o hormônio, a alimentação, o sono, tudo isso impacta de forma direta na queda de cabelo”, afirma. Ela cita ainda situações específicas, como perda de peso e pós-gestação, como períodos de maior vulnerabilidade.

Diagnóstico precoce evita procedimentos invasivos

A orientação é buscar ajuda médica logo nos primeiros sinais. “O melhor momento pra você procurar um especialista de cabelo é com certeza no início da sua queda”, afirma.

A intervenção precoce pode evitar a necessidade de cirurgia. “Você consegue fazer um tratamento clínico, tomar alguns remédios e isso pode evitar uma cirurgia futura”, explica. Em casos mais avançados, no entanto, o procedimento cirúrgico pode se tornar inevitável.

Mudança de comportamento

Kamilla também observa uma mudança no comportamento dos pacientes, especialmente entre homens, em relação aos cuidados capilares.

“Hoje eu acredito que as pessoas estão mudando muito a forma de de enxergar o cabelo, principalmente os homens. Antes não era uma coisa muito falada, muito discutida”, diz. A maior aceitação está ligada à evolução das técnicas e aos resultados mais naturais.

“Hoje as técnicas estão muito evoluídas, você opera num dia no outro dia você já está normal. As restrições são mínimas, você não tem dor durante o processo cirúrgico, você não tem dor na recuperação. Hoje sem sombra de dúvidas facilitou muito o processo cirúrgico”, afirma.

Para ela, a principal mensagem é que saúde capilar deve ser tratada com seriedade e informação. “Saúde capilar vai muito além da estética. Existe causa, diagnóstico e tratamento”, conclui.

Foto: Freepik

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