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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em Campo Grande (MS) neste domingo (22) para participar de uma reunião de alto nível que antecede a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias da ONU (COP 15). O encontro ocorreu no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, um dia antes da abertura oficial do evento.

A agenda reuniu autoridades nacionais e internacionais, entre elas o presidente do Paraguai, Santiago Peña, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB).

No discurso, Lula afirmou que a escolha de Campo Grande como sede do encontro é estratégica por estar próxima ao Pantanal, bioma que classificou como símbolo da interdependência ambiental entre países da América do Sul. “Proteger esses animais é proteger a própria vida no planeta”, disse, ao destacar a importância das espécies migratórias para o equilíbrio dos ecossistemas.

O presidente defendeu maior cooperação internacional para enfrentar desafios como mudanças climáticas, desmatamento e poluição. Segundo ele, a preservação da biodiversidade depende de ações conjuntas entre países, já que os fluxos naturais ultrapassam fronteiras. Lula também criticou o enfraquecimento de mecanismos multilaterais e afirmou que “um mundo sem regras é um mundo inseguro”.

Prioridades e anúncios

Durante a fala, Lula apresentou três prioridades da presidência brasileira na COP 15: ampliar o financiamento para países em desenvolvimento, alinhar a agenda ambiental às demais convenções globais e expandir a adesão à chamada Declaração do Pantanal.

O presidente também anunciou medidas ambientais, como:

  • criação de uma nova unidade de conservação em Minas Gerais;
  • ampliação do Parque Nacional do Pantanal;
  • expansão de áreas protegidas no Mato Grosso.

Ele afirmou que o Brasil pretende alcançar a meta de proteger 30% de áreas terrestres e marinhas até 2030.

Lula ainda citou dados de seu governo, como a redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado e a queda das queimadas no Pantanal, ao defender que o país retomou protagonismo ambiental no cenário internacional.

Discurso com tom geopolítico

Além da pauta ambiental, Luiz Inácio Lula da Silva abordou o cenário internacional e criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU, classificando-o como omisso diante de conflitos globais. “O Conselho de Segurança tem sido omisso na busca por soluções de conflitos. Um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima”, afirmou

Marina Silva fala em “ponto de virada”

A ministra Marina Silva afirmou que a COP 15 pode representar um “ponto de virada” na preservação das espécies migratórias. Segundo ela, a proteção depende da chamada “conectividade ecológica”, hoje ameaçada pelas mudanças climáticas e pela fragmentação de habitats.

Marina destacou que o Brasil lançou recentemente um plano nacional de biodiversidade com mais de 200 ações e defendeu o fortalecimento do multilateralismo. “Nenhum país pode proteger sozinho uma espécie que atravessa continentes e oceanos”, disse.

A ministra também ressaltou a importância da cooperação regional, especialmente com países que compartilham o Pantanal, como Paraguai e Bolívia.

A COP 15 começou oficialmente nesta segunda-feira (23) e segue até o dia 29 de março.

Foto de capa: Rogério Cassimiro/MMA

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