Setor respondeu por 6,1% da economia e teve impulso de milho e soja, segundo IBGE
A agropecuária brasileira cresceu 11,7% em 2025 na comparação com o ano anterior e foi o principal destaque do desempenho da economia no período, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em valores correntes, o valor adicionado bruto do setor somou R$ 775,3 bilhões, o equivalente a 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. No acumulado do ano, a economia brasileira avançou 2,3%, totalizando R$ 12,7 trilhões.
O resultado da agropecuária superou com folga o desempenho médio da economia e ajudou a sustentar o crescimento em meio a um cenário de preços internacionais pressionados e desafios financeiros em parte do setor.
Em nota, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que o desempenho confirma o papel estratégico da atividade para o país. “Mais uma vez, a agropecuária brasileira se consolida como um grande esteio da economia nacional”, disse. Segundo ele, mesmo diante de “preços de commodities achatados e endividamento em alguns segmentos”, o setor manteve capacidade de expansão.
Safra forte e ganho de produtividade
De acordo com o IBGE, o crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção e da produtividade agrícola, com destaque para culturas que registraram expansão expressiva.
A produção de milho avançou 23,6% em 2025, enquanto a soja cresceu 14,6%. A pecuária também contribuiu para o resultado positivo, reforçando a recuperação do setor ao longo do ano.
Na comparação entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, o PIB brasileiro teve alta de 1,8%. No mesmo intervalo, a agropecuária expandiu 12,1%, refletindo o bom desempenho da pecuária e de culturas como fumo (29,8%), laranja (28,4%) e trigo (3,7%).
Peso na economia
Embora represente uma fatia menor do PIB quando comparada aos setores de serviços e indústria, a agropecuária costuma ter impacto relevante na balança comercial e na geração de renda em diversas regiões do país.
O desempenho de 2025 reforça a dependência do crescimento econômico brasileiro em relação ao setor primário, especialmente em anos de safra robusta e ganhos de produtividade.
O resultado também ocorre em um contexto de oscilações nos preços internacionais de commodities agrícolas e desafios estruturais, como custo de crédito e logística, fatores que seguem no radar de produtores e do governo para 2026.
Com informações e imagem do Governo Federal




















