O consumo de peixe deve aumentar cerca de 30% durante a Semana Santa deste ano, segundo estimativa da Associação Brasileira da Piscicultura. O crescimento é impulsionado pela Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, celebrada em 5 de abril, quando parte dos fiéis reduz ou suspende o consumo de carne vermelha, sobretudo às sextas-feiras.
Além da motivação religiosa, o setor também atribui a alta à busca por alimentação considerada mais saudável. Dados da entidade apontam que, na última década, o consumo de pescado no país cresceu 53%. Em 2024, a produção nacional de peixes de cultivo atingiu 968.745 toneladas, avanço de 9,21% em relação ao ano anterior.
Em Mato Grosso do Sul, redes varejistas já iniciaram ações promocionais para o período. O Fort Atacadista e o Comper Supermercados promovem o Festival de Pescados em lojas de Campo Grande e Dourados. A primeira etapa da campanha segue até 26 de fevereiro, com ofertas em diferentes tipos de peixe.
A expectativa do varejo é de aumento gradual nas vendas ao longo da Quaresma, com pico na Semana Santa.
A tilápia é o peixe mais consumido no Brasil e representa 68,36% da produção nacional. Em 2024, foram produzidas 662.230 toneladas da espécie, crescimento de 14,36% em comparação com 2023, segundo a Peixes BR.
Além da tilápia, as redes informam que comercializam espécies como pacu, tambaqui e pintado, comuns na culinária regional.
Benefícios nutricionais
De acordo com a nutricionista Rafaela Curcino, do Fort Atacadista, o consumo regular de pescado pode trazer benefícios à saúde. “Os peixes são ricos em ômega-3, especialmente EPA e DHA, além de fornecerem vitaminas como A e D. São fonte de proteína magra, de alto valor biológico e de fácil digestão”, afirma.
Segundo ela, a inclusão do alimento na dieta está associada à melhora da memória e da concentração, além de auxiliar na prevenção de doenças cardiovasculares e na redução de processos inflamatórios.
As redes também ampliaram a oferta de produtos tradicionais da época, como azeites, vinhos, milho de canjica e chocolates. As compras podem ser parceladas no cartão próprio das empresas, além de outros cartões de débito e crédito aceitos nas lojas.
Para o setor, a combinação entre tradição religiosa, sazonalidade e maior interesse por alimentação saudável deve sustentar o crescimento das vendas até o período da Páscoa.



















