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O dólar voltou a cair e fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos nesta segunda-feira (13), em um dia marcado por alívio nos mercados globais e recorde histórico na bolsa brasileira.

A moeda norte-americana encerrou cotada a R$ 4,997, em queda de 0,29%, no menor nível desde março de 2024. Já o Ibovespa subiu 0,34% e atingiu 198.001 pontos, maior patamar da série histórica, impulsionado principalmente por ações de commodities e pela entrada de capital estrangeiro.

O movimento ocorreu apesar das tensões no Oriente Médio, após os Estados Unidos iniciarem um bloqueio no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. Ao longo do dia, porém, o clima de cautela deu lugar a uma recuperação dos ativos, influenciada por declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de retomada de բանակցiações com o Irã.

A sinalização de distensão reduziu a aversão ao risco e provocou queda do dólar no exterior. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a outras divisas fortes, recuou, acompanhando o movimento observado no Brasil.

No mercado doméstico, o câmbio chegou a subir pela manhã, refletindo o aumento das tensões geopolíticas, mas inverteu o sinal durante a tarde. Na mínima do dia, a moeda foi negociada a R$ 4,98. No acumulado do mês, o dólar registra queda de 3,51% e, no ano, recuo de 8,96%.

O euro também caiu e fechou cotado a R$ 5,876, no menor valor desde junho de 2024.

Na bolsa, o avanço foi sustentado principalmente por empresas ligadas a petróleo e mineração, beneficiadas pela alta das commodities no mercado internacional. O fluxo de investidores estrangeiros também contribuiu para o desempenho positivo.

O cenário doméstico acompanhou o exterior. Em Nova York, os principais índices fecharam em alta, refletindo o otimismo com uma possível reaproximação entre Estados Unidos e Irã. O Dow Jones subiu 0,63%, enquanto o S&P 500 avançou 1,02% e o Nasdaq ganhou 1,23%.

No mercado de petróleo, os preços chegaram a superar os US$ 100 durante o dia, mas perderam força após as declarações de Trump. O barril do tipo Brent fechou em alta de 4,36%, a US$ 99,36, e o WTI avançou 2,6%, a US$ 99,08.

Apesar da desaceleração no fim do pregão, a volatilidade segue elevada, com investidores atentos aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, região responsável por uma parcela significativa do fluxo global de petróleo.

A combinação de queda do dólar, entrada de recursos externos e valorização das commodities reforçou o desempenho positivo dos ativos brasileiros, em meio a um cenário internacional ainda instável.

Com informações e imagem da Agência Brasil

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