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Com a Páscoa chegando, o comércio de Campo Grande projeta um crescimento de 5,5% nas vendas, segundo levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). A expectativa é de que o faturamento chegue a R$ 103 milhões, um aumento em relação aos R$ 98 milhões arrecadados no mesmo período do ano passado.

Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL-CG) Adelaido Vila

Este ano a data é celebrada no dia 20 de abril, e apesar do cenário positivo para o comércio, cresceu em 11% o número de pessoas que não pretendem presentear ou realizar confraternizações na data. “Isso significa que essas pessoas perderam poder de compra. Existe um índice muito alto de endividamento da população e isso faz com que elas percam a capacidade de renda”, afirma Adelaido Vila, presidente da CDL de Campo Grande.

Para aqueles que vão manter a tradição da Páscoa, o levantamento indica um gasto médio de R$ 450, sendo metade desse valor destinado à compra de ovos e presentes e a outra parte voltada para confraternizações. O setor de peixarias também deve ter um crescimento expressivo, reflexo do aumento no consumo de peixe na capital. “O número de peixarias quase dobrou nos últimos anos, o que mostra que Campo Grande está incorporando mais a proteína do peixe na alimentação”, explica.

Ovos caseiros ganham espaço diante da alta no preço do chocolate

Com o aumento de 187% no preço do chocolate devido a problemas de produção na África e no Brasil, muitos consumidores estão optando por alternativas mais acessíveis. “As pessoas que têm menor poder aquisitivo estão apontando que devem fazer os ovos em casa ou comprá-los de confeiteiros artesanais”, destaca Vila. Para reduzir custos, os ovos industrializados devem conter mais biscoitos e outros adereços para compensar a alta do chocolate.

A estudante Maria Clara Assis, que produz ovos de Páscoa caseiros com a amiga Gabriela Ferreira desde 2023, confirma a tendência nas encomendas da loja Irani Doces. “Vemos um crescimento sim, principalmente pelos produtos artesanais entregarem muitas vezes mais sabor e qualidade que os de mercado. É sim mais caro, mas acredito que as pessoas estão começando a valorizar o trabalho artesanal de doces e confeitaria, é um produto único e personalizado”.

Ovos de páscoa produzidos por Maria Clara Assis e Gabriela Ferreira – Irani doces

Para esta Páscoa, as amigas apostam em sabores diferenciados para atrair clientes. “Nossos ovos mais vendidos são sempre o de Ninho com Nutella de colher e o recheado com pedaços de brownie. Este ano, trouxemos novidades como o ovo de colher de Kinder Bueno e um novo sabor de caramelo”.

A produção artesanal exige planejamento. “Primeiro fazemos uma organização de expectativa e montamos o estoque de chocolate, leite condensado e demais ingredientes. As cascas de chocolate conseguimos deixar prontas com antecedência, mas os recheios gostamos de fazer frescos”, afirma.

Maria Clara explica que a divulgação do trabalho acontece principalmente pelas redes sociais, mas o mais importante é o famoso “boca a boca”. “Nós divulgamos muito pelas redes sociais, por meio de cartões e adesivos que vão juntos com os pedidos e pela conversa mesmo com clientes e potenciais clientes. O marketing ajuda bastante, mas o que mais dá retorno é a indicação do cliente para os outros”.

Com a aproximação da Páscoa, o comércio se prepara para atender à demanda, seja no setor de chocolates ou de peixarias. Mesmo com o impacto da inflação e do endividamento da população, lojistas e confeiteiros artesanais apostam no aumento das vendas e na busca por opções que caibam no bolso do consumidor.

Foto de capa: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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