A Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul) e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) selaram uma parceria estratégica para facilitar o acesso de empresários sul-mato-grossenses a linhas de crédito que, nacionalmente, somam R$ 70 bilhões em 2026. O anúncio ocorreu durante um encontro empresarial em Campo Grande, que reuniu lideranças como o presidente da Fiems, Sérgio Longen, o governador Eduardo Riedel (PP) e o diretor do BNDES, José Luis Gordon.
Lançamento da Agência Fiems Conecta
O grande destaque do evento foi o lançamento da Agência Fiems Conecta, uma plataforma desenhada para desburocratizar e ampliar o desenvolvimento produtivo no estado. A ferramenta funcionará como um braço de apoio técnico para as empresas locais, oferecendo:
- Integração direta com o BNDES: A plataforma terá um link exclusivo para facilitar o acesso às linhas de financiamento do banco nacional.
- Serviços integrados: Ações voltadas para capacitação profissional, inteligência de mercado e orientações sobre incentivos fiscais.
- Foco em modernização: Apoio para a renovação de máquinas, equipamentos e capital de giro, demandas centrais da indústria atual.
Crescimento do Crédito em Mato Grosso do Sul
Segundo o diretor José Luis Gordon, o BNDES intensificou sua presença no estado, liberando R$ 20 bilhões em linhas de crédito nos últimos três anos para setores como infraestrutura, agroindústria e comércio. Esse volume representa um salto de 200% em comparação aos quatro anos anteriores.
Entre as oportunidades de financiamento apresentadas, destacam-se:
- Brasil Soberano: Linha voltada para iniciativas afetadas por mudanças geopolíticas globais.
- Indústria 4.0: Foco em maquinário e tecnologia de ponta, com taxas de juros competitivas de aproximadamente 6,5% ao ano (mais spreads).
Vantagem Competitiva e Sustentabilidade
O economista Rafael Lucchesi destacou que Mato Grosso do Sul é um elemento-chave para a agroindustrialização brasileira devido às suas vantagens naturais. Ele ressaltou que o Brasil detém 13% da água doce do mundo, superando potências como Estados Unidos (6%), Europa (6%) e China (5%). Essa abundância, somada à matriz de energia limpa e segurança alimentar, posiciona o estado na vanguarda da competitividade global.























