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O financiamento da saúde pública no Brasil envolve um modelo compartilhado entre União, estados e municípios, conhecido como gestão tripartite. É esse arranjo que sustenta o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e viabiliza desde atendimentos básicos até procedimentos de alta complexidade em todo o país.

Na prática, o modelo divide responsabilidades entre os três níveis de governo. À União cabe definir políticas nacionais e realizar repasses de recursos; aos estados, coordenar as redes regionais e oferecer suporte técnico e financeiro; e aos municípios, executar a maior parte dos serviços, especialmente na atenção primária, como consultas, vacinação e acompanhamento de pacientes.

Essa estrutura permite organizar o fluxo de atendimento e distribuir os recursos de forma escalonada, de acordo com as necessidades de cada região.

Transferência direta de recursos

Grande parte do financiamento da saúde ocorre por meio das chamadas transferências “fundo a fundo”. Nesse mecanismo, os recursos saem do Fundo Nacional de Saúde e são repassados diretamente para fundos estaduais e municipais, sem a necessidade de convênios.

Esses valores são utilizados para custear serviços, programas e ações de saúde, como funcionamento de unidades básicas, manutenção de hospitais e aquisição de insumos. O modelo busca dar mais agilidade à gestão e garantir que o dinheiro chegue à ponta do sistema, onde ocorre o atendimento à população.

“O financiamento da saúde é compartilhado, mas ele só se concretiza de fato quando chega na ponta, no atendimento à população. Por isso, é fundamental essa articulação entre União, Estado e municípios, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e cheguem onde as pessoas mais precisam”, afirma o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões.

Aplicação dos recursos

Os recursos públicos financiam diferentes frentes dentro do SUS. Entre elas estão o atendimento nas unidades básicas de saúde (UBSs), serviços de urgência e emergência, realização de consultas, exames e cirurgias, além de campanhas de vacinação e ações de prevenção.

Também entram nessa conta a compra de medicamentos, aquisição de equipamentos, manutenção das unidades e pagamento de profissionais de saúde.

Embora o financiamento seja dividido, a execução direta dos serviços recai, em grande parte, sobre os municípios. Já os estados ficam responsáveis por estruturar a rede regional e garantir serviços de média e alta complexidade, como hospitais de referência, centros especializados e procedimentos como transplantes.

Investimento em Mato Grosso do Sul

Dados do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) indicam que Mato Grosso do Sul investiu mais de R$ 2,95 bilhões em ações e serviços públicos de saúde em 2025, considerando diferentes fontes de financiamento.

Desse total, R$ 2,39 bilhões foram aplicados com recursos próprios do Estado, o equivalente a 12,26% da receita estadual — percentual acima do mínimo constitucional exigido.

“Esse investimento é essencial para manter a rede funcionando e ampliar o acesso da população aos serviços. O Estado tem atuado de forma contínua para fortalecer a assistência e apoiar os municípios em todas as regiões”, diz Simões.

Rede integrada de atendimento

O modelo tripartite permite que o sistema funcione como uma rede integrada, conectando diferentes níveis de atendimento — da atenção básica aos serviços especializados.

Nesse formato, cada esfera de governo assume funções específicas, o que viabiliza o atendimento de milhões de brasileiros diariamente em um sistema público e universal.

“O Estado tem um papel central na organização da rede de saúde, articulando os serviços e ampliando o acesso da população. Esse trabalho é essencial para garantir mais qualidade e eficiência no atendimento em todas as regiões”, finaliza o secretário.

Com informações e imagem do Governo de Mato Grosso do Sul

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