Primeira unidade do país, espaço oferece atendimento 24 horas e integra rede de proteção às vítimas
A Casa da Mulher Brasileira de Campo Grande completa 11 anos de funcionamento como referência nacional no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Para marcar a data, a Semu (Secretaria-Executiva da Mulher) realiza nesta segunda-feira (9), às 9h, uma cerimônia comemorativa na sede da instituição, na capital sul-mato-grossense.
Inaugurada em 3 de fevereiro de 2015, a unidade foi a primeira do país a adotar o modelo integrado de atendimento às mulheres em situação de violência. Desde então, consolidou-se como espaço de acolhimento humanizado e atendimento contínuo, com serviços especializados funcionando 24 horas por dia.
A estrutura reúne, em um mesmo local, atendimento psicossocial, orientação jurídica, alojamento de passagem para mulheres em risco iminente, brinquedoteca para os filhos das atendidas, transporte para acesso à rede de apoio e atuação permanente da Patrulha Maria da Penha.
O modelo implantado em Campo Grande tornou-se referência para outras cidades brasileiras e inspirou a criação de unidades semelhantes em diversos estados. A proposta é reduzir a revitimização ao concentrar os serviços e agilizar o encaminhamento das denúncias e das medidas protetivas.
A Casa é gerida pela Prefeitura de Campo Grande, por meio do órgão responsável pelas políticas públicas para as mulheres, e funciona com governança compartilhada entre os órgãos que integram a rede de proteção. Segundo a administração municipal, o objetivo é garantir decisões transparentes e aprimorar continuamente o atendimento.
A cerimônia de aniversário deve reunir autoridades, servidores e representantes da rede de enfrentamento à violência de gênero. O evento marca não apenas a celebração da data, mas também a reafirmação do compromisso com o fortalecimento das políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
Em um estado que historicamente registra altos índices de violência contra a mulher, a Casa da Mulher Brasileira se tornou um dos principais instrumentos de acolhimento e prevenção, atuando tanto na proteção imediata quanto na reconstrução da autonomia das vítimas.
Com informações e imagem da Prefeitura de Campo Grande



















