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De biometria a ultrassom, os dez jacarés-do-pantanal (Caiman yacare) que vivem no Bioparque Pantanal passaram por uma bateria de exames de rotina nesta semana, em Campo Grande. O procedimento integra o protocolo semestral de monitoramento da saúde dos animais mantidos no maior aquário de água doce do mundo.

Segundo a administração do bioparque, os exames têm caráter preventivo e incluem pesagem, medição corporal (biometria), ultrassonografia e coleta de sangue para análises laboratoriais. O objetivo é acompanhar o desenvolvimento físico, as condições clínicas e o estado geral de saúde de cada indivíduo ao longo do tempo.

O manejo foi realizado por uma equipe multidisciplinar formada por mergulhadores, biólogos, médicos veterinários e zootecnistas. A ação ocorreu em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e com a empresa Caimasul, especializada em manejo de jacarés.

De acordo com a direção do Bioparque, os procedimentos seguem padrões técnicos e de segurança voltados tanto à integridade da equipe quanto ao bem-estar dos animais. Após os exames, os jacarés retornaram aos tanques de origem.

A diretora-geral do Bioparque Pantanal, Maria Fernanda Balestieri, afirmou que o acompanhamento periódico é parte da política de bem-estar animal da instituição. Segundo ela, além da biometria e dos exames laboratoriais, os protocolos incluem avaliações nutricionais e exames por imagem, realizados com apoio de instituições parceiras.

A bióloga-chefe do complexo, Carla Kovalski, disse que o monitoramento permite identificar precocemente possíveis alterações clínicas e acompanhar o crescimento dos animais mantidos em ambiente controlado.

Já o médico veterinário e professor da UFMS Diogo Helney Freire afirmou que a universidade presta suporte técnico na realização e interpretação dos exames de imagem e das análises sanguíneas. O material coletado será encaminhado à instituição para avaliação.

O jacaré-do-pantanal é uma das espécies símbolo do bioma Pantanal e pode atingir até três metros de comprimento na fase adulta. No bioparque, os indivíduos são mantidos em ambientes que simulam as condições naturais da região, sob monitoramento constante.

A administração do espaço informou que os animais já estão novamente em exibição e podem ser observados normalmente pelos visitantes.

Com informações e imagem do Governo de Mato Grosso do Sul

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