Presidente dos EUA diz que objetivo é destruir programa nuclear iraniano; explosões são registradas em países do Golfo
Os Estados Unidos iniciaram na madrugada deste sábado (28) uma ofensiva militar contra o Irã, em ação coordenada com Israel. O presidente americano, Donald Trump, afirmou que a operação tem como objetivo “aniquilar as forças armadas iranianas” e impedir que Teerã desenvolva armas nucleares.
Em vídeo publicado na rede Truth Social, Trump declarou que os EUA iniciaram “grandes operações de combate” e acusou o governo iraniano de rejeitar oportunidades diplomáticas para limitar seu programa nuclear. “Nosso objetivo é defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”, disse.
Segundo autoridades americanas ouvidas por agências internacionais, a ofensiva — batizada pelo Pentágono de “Operação Fúria Épica” — deve se estender por vários dias. A primeira onda de ataques teria como alvo integrantes da cúpula política e militar iraniana.
Uma autoridade israelense afirmou que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian estavam entre os alvos. Até a última atualização, não havia confirmação independente sobre mortos ou feridos entre as lideranças. A agência Reuters informou que Khamenei teria sido transferido para local seguro fora de Teerã.
Retaliação iraniana
Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o lançamento de mísseis e drones contra Israel e contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas. Explosões foram registradas nos Emirados Árabes Unidos, no Catar, no Bahrein, no Kuwait, na Jordânia e no Iraque.
O Bahrein informou que o centro de apoio da Quinta Frota americana foi alvo de mísseis. O Catar declarou ter interceptado projéteis e afirmou que se reserva o direito de responder. Nos Emirados, testemunhas relataram estrondos em Abu Dhabi e Dubai.
No Irã, explosões foram ouvidas nas proximidades da ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do país, escoado pelo estreito de Ormuz — rota estratégica para o comércio global de energia.
A Guarda Revolucionária afirmou que a retaliação continuará “até que o inimigo seja decisivamente derrotado”.
Escalada e impacto regional
A nova ofensiva ocorre após uma guerra aérea de 12 dias entre Israel e Irã, em junho de 2025, e após semanas de negociações indiretas entre Washington e Teerã que não avançaram. Os EUA e o Irã haviam retomado conversas em fevereiro para tentar limitar o programa nuclear iraniano em troca da suspensão de sanções econômicas.
O governo iraniano nega buscar armas atômicas e afirma que seu programa tem fins pacíficos. Também rejeita incluir seu programa de mísseis balísticos nas negociações, ponto considerado central por Washington e Tel Aviv.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que a ofensiva conjunta “criará as condições para que o povo iraniano tome seu destino em suas próprias mãos”. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, classificou o ataque como preventivo.
Israel fechou seu espaço aéreo e suspendeu aulas e atividades não essenciais. Companhias aéreas internacionais cancelaram voos em todo o Oriente Médio.
População sob tensão
Em Teerã, moradores relataram corrida a bancos e postos de combustíveis. Há temor de interrupção da internet e de novos bombardeios.
Trump, ao citar a crise dos reféns de 1979, quando 52 americanos foram mantidos na embaixada dos EUA em Teerã por 444 dias após a Revolução Islâmica, afirmou que os iranianos devem permanecer abrigados porque “bombas cairão em todos os lugares”.
A extensão da operação militar americana não foi detalhada oficialmente. Um integrante do governo dos EUA afirmou que o objetivo é “garantir que o Irã jamais obtenha uma arma nuclear”.
Analistas veem risco de ampliação do conflito para toda a região, especialmente se o estreito de Ormuz for afetado ou se grupos aliados do Irã, como milícias no Líbano e no Iraque, entrarem diretamente no confronto. Até o momento, não há estimativa confirmada de vítimas.
Com informações da CNN Brasil
Foto: Reprodução/CNN




















