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Presidente reeleito superou a própria marca de 2022, mas obteve percentual de votos válidos inferior ao registrado em sua primeira vitória, em 2002

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 64.256.232 votos no segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (25), e estabeleceu um novo recorde de votação para um candidato à Presidência da República no Brasil. O resultado supera a marca anterior, também alcançada pelo petista, quando venceu a disputa eleitoral de 2022 com 60.345.999 votos.

A nova marca consolida Lula como o candidato presidencial mais votado desde 1989, ano da primeira eleição direta para a Presidência após a redemocratização. Naquele ano, Fernando Collor (PRN) foi eleito com 35.090.206 votos.

Além do resultado de 2026, Lula aparece entre as maiores votações da história em outras duas eleições. Em 2006, quando conquistou o segundo mandato consecutivo, recebeu 58.295.042 votos. Já em 2022, voltou à Presidência com 60.345.999 votos, superando Jair Bolsonaro, que tentava a reeleição.

A lista das maiores votações entre os presidentes eleitos também inclui Jair Bolsonaro (PSL), com 57.797.847 votos em 2018, e Dilma Rousseff (PT), que recebeu 55.752.529 votos em 2010 e 54.501.118 em 2014.

Entre as dez eleições presidenciais realizadas desde 1989, apenas duas foram decididas no primeiro turno: as de 1994 e 1998, ambas vencidas por Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Crescimento do eleitorado muda cenário

Apesar de ter conquistado a maior quantidade absoluta de votos da história, Lula não alcançou o maior percentual de votos válidos já registrado por um presidente eleito no país. Em 2026, o petista obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto sua primeira vitória presidencial, em 2002, ocorreu com 61,27%.

A diferença está relacionada ao crescimento do eleitorado brasileiro ao longo das últimas décadas. Em 1989, o país tinha pouco mais de 82 milhões de eleitores. Em 2026, esse contingente ultrapassou 158 milhões.

Com o aumento do número de eleitores, a quantidade absoluta de votos recebidos pelos candidatos pode crescer sem que isso represente, necessariamente, uma participação proporcional maior no total de votos válidos.

O maior percentual de votos válidos entre os presidentes eleitos desde 1989 pertence a Lula, em 2002, quando obteve 61,27%. Em seguida, aparece o resultado do próprio petista em 2006, com 60,83%.

Dilma Rousseff ocupa a terceira posição, com 56,05% dos votos válidos em 2010. Jair Bolsonaro aparece na sequência, com 55,13% em 2018, seguido por Fernando Henrique Cardoso, que conquistou 54,28% em 1994 e 53,06% em 1998.

Fernando Collor foi eleito em 1989 com 53,03% dos votos válidos. Já nas eleições mais recentes, Lula obteve 51,79% em 2026, enquanto Dilma Rousseff recebeu 51,64% em 2014. Em 2022, Lula havia vencido com 50,90%.

O novo mandato de Lula começa em 5 de janeiro de 2027.

Com informações e imagem Agência Brasil

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