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Prédio atingido pelas chamas na noite de quarta-feira (7) abrigava grupos de pesquisa; reitor estima prejuízo de R$ 100 milhões

A Polícia Federal vai instaurar um inquérito para investigar as causas e as circunstâncias do incêndio de grandes proporções que atingiu um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) na noite de quarta-feira (7).

Segundo a PF, o objetivo da investigação é “apurar todas as circunstâncias e causas prováveis” do incêndio. Peritos federais já foram deslocados para a universidade para realizar os exames no local.

A corporação informou que também conversou com o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, e com o comando do Corpo de Bombeiros antes do início dos trabalhos periciais.

O prédio atingido abrigava diversos laboratórios da universidade. O reitor estima que os danos provocados pelo incêndio cheguem a R$ 100 milhões.

Pesquisas são uma das principais perdas

Além dos danos estruturais e materiais, a universidade enfrenta a perda de pesquisas desenvolvidas ao longo de anos nos laboratórios atingidos.

Segundo Alfredo Gomes, cerca de 80 dissertações e teses de doutorado estavam relacionadas aos grupos de pesquisa que funcionavam no local. Dados acumulados durante aproximadamente 20 anos também eram armazenados nos espaços.

“Outra grande perda no laboratório foram as pesquisas. Funcionavam ali vários grupos de pesquisa, em torno de 80 dissertações e teses de doutorado. É uma perda irreparável porque são dados de 20 anos de pesquisa que também eram guardados nos espaços”, afirmou o reitor.

A extensão dos danos às pesquisas deverá ser avaliada à medida que as equipes tenham acesso aos espaços atingidos e consigam dimensionar o que foi destruído ou danificado.

Prédio era antigo

Em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (8), Gomes afirmou que o prédio atingido era antigo, mas que passava regularmente por manutenção e revisão da rede elétrica.

Havia materiais inflamáveis nos laboratórios. O reitor, porém, afirmou que não acredita que esses produtos tenham provocado o incêndio.

Até o momento, não há uma causa definida para as chamas. “Estamos querendo entender mais profundamente as causas, para, dessa forma, poder tomar as providências necessárias”, disse Gomes.

O reitor também afirmou que a universidade pretende realizar uma reunião com o comandante do Corpo de Bombeiros e que instâncias internas foram convocadas para apurar o ocorrido.

Perícia deve apontar origem das chamas

A definição sobre como o incêndio começou dependerá dos trabalhos de perícia. A PF deverá analisar as condições do prédio e os vestígios deixados pelas chamas para tentar identificar a origem e as circunstâncias do fogo.

O reitor afirmou que a universidade acionou a Polícia Federal como parte dos procedimentos adotados diante do incêndio e ressaltou que, neste momento, não há uma hipótese específica sobre a causa.

“Acionamos também a Polícia Federal, como é de praxe, para fazer a investigação. Não temos nenhuma ideia específica da causa. Precisamos ouvir a perícia para chegar a uma conclusão”, afirmou.

A investigação deverá considerar as informações levantadas pela universidade, pelo Corpo de Bombeiros e pelos peritos federais antes de apontar uma eventual causa para o incêndio.

Com informações e imagem da Agência Brasil

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