Presidente da Câmara explica que eventual redução será devolvida ao contribuinte e pede que imposto seja pago em dia
Com o vencimento do IPTU de 2026 se aproximando, o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), orientou a população a não deixar de pagar o imposto, mesmo com a indefinição sobre a votação do veto que trata da taxa de lixo. A recomendação foi feita após entrevista concedida durante a audiência pública realizada nesta quinta-feira (5), na Casa de Leis, que debateu os impactos da cobrança sobre os contribuintes da Capital.
A primeira data-limite para quem opta pelo pagamento à vista é na próxima quinta-feira (12). Segundo Papy, a obrigação do cidadão com a cidade deve ser mantida independentemente do cenário político ou das discussões em andamento.
“Desde o início eu tenho dito que o contribuinte deve pagar, porque esse é o dever de todo cidadão, pagar os seus tributos, independente se ele gosta do gestor atual ou não. A gente paga o tributo pela cidade, pelos serviços da cidade”, afirmou.
O vereador destacou que a inadimplência prejudica principalmente a população mais vulnerável. “A falta dos serviços públicos afeta as pessoas que menos têm condição. São as pessoas mais vulneráveis que precisam dos serviços da Prefeitura. Então é importante que todos paguem”, disse.
Mesmo com a Câmara discutindo a possibilidade de reduzir a carga tributária, Papy afirmou que não haverá prejuízo ao contribuinte caso haja mudanças após o pagamento. “Se nós conseguirmos ter êxito nos nossos pleitos aqui de diminuição da carga tributária, a Prefeitura já tem instrumento de devolução. Ninguém vai ter prejuízo. Pode ser crédito pro ano que vem ou devolução do dinheiro do contribuinte”, explicou.
O presidente da Câmara reforçou a orientação para quem pretende quitar o imposto em parcela única. “Pague o tributo no dia do vencimento, aqueles que vão pagar à vista, e deixe que as instituições debatam esse assunto até o seu esgotamento”, afirmou, acrescentando que eventuais decisões judiciais também poderão interferir no processo.
A recomendação ocorre em meio à polêmica envolvendo a taxa de lixo e o veto do Executivo ao Projeto de Lei Complementar nº 1.016/26, que deve ser votado pelo plenário na próxima semana. Enquanto a Prefeitura defende a arrecadação para manter o equilíbrio financeiro, entidades e vereadores questionam a legalidade e o impacto social do aumento.
Em meio às discussões, os contribuintes ganharam mais prazo para quitar o IPTU. Após recomendação do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), a prefeita Adriane Lopes (PP) adiou o vencimento da primeira parcela do pagamento parcelado para 10 de dezembro de 2026.
Foto: Prefeitura de Campo Grande




















