Os bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã entraram no segundo dia neste domingo (1º), com a confirmação de mortes de autoridades iranianas de alto escalão e aumento no número de vítimas civis. A escalada amplia o risco de um conflito regional de grandes proporções no Oriente Médio.
A mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo há 36 anos. Também foi anunciada a morte do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, de 69 anos, que governou o país entre 2005 e 2013. Segundo a agência Iranian Labor News Agency (ILNA), ele morreu em Teerã após ataques aéreos que atingiram sua residência no distrito de Narmak, na zona leste da capital.
Outras autoridades confirmadas entre os mortos incluem o secretário do Conselho de Defesa, contra-almirante Ali Shamkhani, e o comandante em chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, major-general Mohammad Pakpour.
Até a tarde de sábado (28), ao menos 201 pessoas haviam sido mortas e 747 ficaram feridas no Irã, segundo a Sociedade do Crescente Vermelho. Neste domingo, o Ministério da Educação iraniano informou que 153 meninas morreram após um ataque a uma escola na cidade de Minab, no sul do país. Outras 95 alunas ficaram feridas.
A emissora Al Jazeera noticiou que o Hospital Gandhi, no norte de Teerã, foi atingido por bombardeios. Agências iranianas divulgaram vídeos que mostram destroços no interior da unidade de saúde. Não há confirmação independente sobre as circunstâncias do ataque.
Do lado americano, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou ter destruído a sede da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), principal força militar de elite do Irã. A informação não foi confirmada oficialmente por Teerã.
O Centcom também negou que o porta-aviões USS Abraham Lincoln tenha sido atingido por mísseis iranianos, como havia afirmado a Guarda Revolucionária.
Em publicação na rede social X, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que nove navios da Marinha iraniana foram afundados. “Vamos atrás dos demais — em breve, eles também estarão no fundo do mar”, escreveu.
As Forças de Defesa de Israel afirmaram que “todos os líderes terroristas de alto escalão do Eixo do Terror do Irã foram eliminados”. A declaração não detalha nomes nem apresenta provas independentes das mortes anunciadas.
Israel também informou que mísseis iranianos atingiram um bairro residencial em Beit Shemesh, deixando civis mortos. Segundo o serviço de emergência Magen David Adom (MDA), nove pessoas morreram em ataques retaliatórios do Irã e 28 ficaram feridas, duas delas em estado grave.
Os Estados Unidos informaram que três militares americanos morreram e cinco ficaram gravemente feridos durante as operações contra o Irã. Outros sofreram ferimentos leves e devem retornar às atividades.
A ofensiva teve início na madrugada de sábado (28), quando forças americanas e israelenses lançaram ataques coordenados contra alvos militares e estratégicos iranianos. Washington e Tel Aviv afirmam que a ação busca neutralizar ameaças à segurança regional e impedir o avanço de capacidades militares iranianas.
O governo iraniano classificou os ataques como “agressão ilegal” e prometeu retaliação. O Ministério das Relações Exteriores do país afirmou que responderá “no momento e na escala apropriados”.
A escalada ocorre em meio a anos de tensões envolvendo o programa nuclear iraniano, sanções internacionais e confrontos indiretos entre Israel e grupos aliados de Teerã na região.
Até o momento, não há indicação de mediação formal para cessar-fogo. Organizações internacionais acompanham a situação e alertam para o risco de ampliação do conflito para outros países do Oriente Médio, com impactos sobre rotas comerciais, mercados de energia e estabilidade política global.
Foto: Airbus DS 2026/ Imagens de satélite mostram fumaça sobre complexo do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em Teerã





















