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Mulheres ocupam menos de 22% dos cargos eletivos no Brasil e em MS, aponta levantamento

Apesar de representarem a maioria da população, as mulheres seguem sub-representadas na política brasileira. Levantamento do Observatório da Cidadania de Mato Grosso do Sul mostra que elas ocupam menos de 22% dos cargos eletivos no país e no estado.

De acordo com os dados, as mulheres são 51,5% da população brasileira, mas têm presença minoritária nos principais espaços de poder. No Congresso Nacional, elas ocupam 17,8% das cadeiras. No Senado, são 16 senadoras entre 81 parlamentares (19,8%), enquanto na Câmara dos Deputados a proporção é de 90 deputadas entre 513 (17,5%).

Em Mato Grosso do Sul, o cenário é ainda mais restrito. Na Assembleia Legislativa, apenas 3 das 24 cadeiras são ocupadas por mulheres, o equivalente a 12,5%. Na bancada federal do estado, há uma deputada entre oito representantes, mantendo o mesmo percentual.

Nos municípios, a presença feminina também é limitada. As mulheres comandam 13 das 79 prefeituras (16,5%) e ocupam 19 vice-prefeituras (20,3%). Já nas câmaras municipais, são 181 vereadoras entre 849 parlamentares, o que representa 21,3%.

Brasil fica atrás no cenário internacional

O levantamento também compara os dados brasileiros com o cenário global. Segundo o relatório “Mulheres na política: 2026”, da União Interparlamentar e da ONU Mulheres, a média mundial de participação feminina é de 27,5% nos parlamentos e 22,4% nos cargos ministeriais.

No ranking internacional, o Brasil ocupa a 139ª posição entre 184 países, ficando atrás de nações como Cazaquistão e à frente da Geórgia. No topo da lista está Ruanda, enquanto o Iêmen aparece na última colocação.

Atualmente, 28 países têm mulheres como chefes de Estado ou de governo, número ainda considerado baixo diante da desigualdade histórica de gênero na política.

Cotas existem, mas avanço é lento

A legislação eleitoral brasileira prevê mecanismos para ampliar a participação feminina. A Lei nº 9.504/1997 estabelece que partidos devem preencher no mínimo 30% e no máximo 70% de candidaturas de cada gênero.

Na prática, no entanto, os dados indicam que a medida ainda não se traduz em maior ocupação de cargos eletivos. Especialistas apontam que fatores como financiamento de campanha, acesso a estruturas partidárias e barreiras culturais continuam limitando a presença de mulheres na política.

Dados para ampliar o debate

As informações fazem parte do Painel Cidadania em Números, plataforma pública que reúne indicadores sociais, econômicos e políticos sobre o estado e seus municípios.

Segundo o coordenador do Observatório, Samuel Oliveira, a divulgação dos dados busca qualificar o debate público.

“O Observatório da Cidadania de Mato Grosso do Sul atua na sistematização e divulgação de dados atualizados, como os apresentados neste levantamento sobre a representatividade política, com o objetivo de qualificar o debate público. A proposta é que essas informações contribuam para o acesso da sociedade a dados que permitam compreender a realidade e suas dinâmicas”, afirma.

Criado em 2024, o Observatório é vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e atua na produção e disseminação de informações para fortalecer a cidadania e a gestão pública no estado.

Os dados reforçam que, apesar de avanços pontuais, a presença feminina na política brasileira ainda está distante da proporcionalidade em relação à população, mantendo o desafio de ampliar a representatividade nos espaços de decisão.

Apesar de representarem a maioria da população, as mulheres seguem sub-representadas na política brasileira. Levantamento do Observatório da Cidadania de Mato Grosso do Sul mostra que elas ocupam menos de 22% dos cargos eletivos no país e no estado.

De acordo com os dados, as mulheres são 51,5% da população brasileira, mas têm presença minoritária nos principais espaços de poder. No Congresso Nacional, elas ocupam 17,8% das cadeiras. No Senado, são 16 senadoras entre 81 parlamentares (19,8%), enquanto na Câmara dos Deputados a proporção é de 90 deputadas entre 513 (17,5%).

Em Mato Grosso do Sul, o cenário é ainda mais restrito. Na Assembleia Legislativa, apenas 3 das 24 cadeiras são ocupadas por mulheres, o equivalente a 12,5%. Na bancada federal do estado, há uma deputada entre oito representantes, mantendo o mesmo percentual.

Nos municípios, a presença feminina também é limitada. As mulheres comandam 13 das 79 prefeituras (16,5%) e ocupam 19 vice-prefeituras (20,3%). Já nas câmaras municipais, são 181 vereadoras entre 849 parlamentares, o que representa 21,3%.

Brasil fica atrás no cenário internacional

O levantamento também compara os dados brasileiros com o cenário global. Segundo o relatório “Mulheres na política: 2026”, da União Interparlamentar e da ONU Mulheres, a média mundial de participação feminina é de 27,5% nos parlamentos e 22,4% nos cargos ministeriais.

No ranking internacional, o Brasil ocupa a 139ª posição entre 184 países, ficando atrás de nações como Cazaquistão e à frente da Geórgia. No topo da lista está Ruanda, enquanto o Iêmen aparece na última colocação.

Atualmente, 28 países têm mulheres como chefes de Estado ou de governo, número ainda considerado baixo diante da desigualdade histórica de gênero na política.

Cotas existem, mas avanço é lento

A legislação eleitoral brasileira prevê mecanismos para ampliar a participação feminina. A Lei nº 9.504/1997 estabelece que partidos devem preencher no mínimo 30% e no máximo 70% de candidaturas de cada gênero.

Na prática, no entanto, os dados indicam que a medida ainda não se traduz em maior ocupação de cargos eletivos. Especialistas apontam que fatores como financiamento de campanha, acesso a estruturas partidárias e barreiras culturais continuam limitando a presença de mulheres na política.

Dados para ampliar o debate

As informações fazem parte do Painel Cidadania em Números, plataforma pública que reúne indicadores sociais, econômicos e políticos sobre o estado e seus municípios.

Segundo o coordenador do Observatório, Samuel Oliveira, a divulgação dos dados busca qualificar o debate público.

“O Observatório da Cidadania de Mato Grosso do Sul atua na sistematização e divulgação de dados atualizados, como os apresentados neste levantamento sobre a representatividade política, com o objetivo de qualificar o debate público. A proposta é que essas informações contribuam para o acesso da sociedade a dados que permitam compreender a realidade e suas dinâmicas”, afirma.

Criado em 2024, o Observatório é vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e atua na produção e disseminação de informações para fortalecer a cidadania e a gestão pública no estado.

Os dados reforçam que, apesar de avanços pontuais, a presença feminina na política brasileira ainda está distante da proporcionalidade em relação à população, mantendo o desafio de ampliar a representatividade nos espaços de decisão.

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