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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou uma nova indicação terapêutica para a vacina contra o HPV Gardasil 9, que passa a ser recomendada também para a prevenção de cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço associados ao vírus. Até então, o imunizante era indicado principalmente contra tumores do colo do útero, da vulva, da vagina e do ânus, além de verrugas genitais e infecções persistentes pelo HPV.

Com a decisão, a vacina amplia o alcance na prevenção de diferentes tipos de neoplasias relacionadas ao papilomavírus humano. A nova indicação vale para crianças, homens e mulheres de 9 a 45 anos.

Segundo a Anvisa, a recomendação é que a imunização ocorra antes do início da vida sexual, já que o HPV é transmitido principalmente por meio de relações sexuais.

“A nova indicação é fundamentada na prevenção da infecção persistente pelos tipos de HPV oncogênicos, reconhecidos como principais causadores desses cânceres, bem como na demonstração de resposta imunológica robusta contra esses tipos virais”, afirmou a agência em nota.

Até a atualização, o Gardasil 9 era utilizado para prevenir câncer do colo do útero, o quarto mais frequente entre mulheres no Brasil, além de tumores da vulva, da vagina e do ânus, bem como lesões pré-cancerosas, displasias, verrugas genitais e infecções persistentes causadas pelo vírus.

Agora, a inclusão dos cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço amplia o papel da vacinação como estratégia de saúde pública. Esses tipos de tumores têm apresentado crescimento nos últimos anos, especialmente entre homens, e parte dos casos está associada à infecção pelo HPV.

A Anvisa explica que a decisão se baseia em evidências científicas que demonstram a capacidade da vacina de evitar a infecção persistente por tipos do vírus com potencial cancerígeno, reduzindo, assim, o risco de desenvolvimento das neoplasias relacionadas.

No Brasil, a vacina contra o HPV é oferecida gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos, dentro das faixas etárias definidas pelo Ministério da Saúde, como parte do Programa Nacional de Imunizações. A estratégia busca reduzir a circulação do vírus e, consequentemente, a incidência de cânceres associados à infecção.

A ampliação da indicação reforça a importância da imunização precoce e da adesão às campanhas de vacinação, sobretudo entre crianças e adolescentes, público-alvo principal da prevenção antes da exposição ao vírus.

Com informações e imagem da Agência Brasil

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