O Sistema Único de Saúde (SUS) voltou a registrar crescimento na oferta de leitos hospitalares e alcançou mais de 360,4 mil unidades em funcionamento no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 10 mil leitos foram habilitados desde 2022, o que interrompe uma trajetória de redução observada ao longo da última década.
De acordo com a pasta, foram abertos 10.057 leitos no período. A maior parte, cerca de 74,9%, é destinada à área cirúrgica. A ampliação da capacidade hospitalar ocorre após um período de forte expansão durante a pandemia de covid-19, seguido por retração com a desmobilização de estruturas emergenciais.
Com a ampliação da estrutura hospitalar, o sistema público também registrou recorde no número de cirurgias eletivas. Em 2025, foram realizados 14,7 milhões de procedimentos, segundo o ministério, um aumento de 42% em relação a 2022.
A ampliação de leitos está associada a políticas voltadas à expansão da oferta de consultas, exames e procedimentos hospitalares no sistema público. Além de leitos cirúrgicos, também houve aumento em leitos clínicos e estruturas de hospital-dia, utilizadas para acompanhamento e realização de procedimentos que não exigem internação prolongada.
Na rede federal de hospitais no Rio de Janeiro, foram criados ou reativados 329 leitos desde o início da atual gestão do Ministério da Saúde. Nas unidades, o número de cirurgias realizadas chegou a 21.869 em 2025, alta de 30% em comparação com o ano anterior. As internações somaram 42.516 no período, crescimento de 28%.
Especialistas apontam que a organização da rede hospitalar também é influenciada por mudanças estruturais no sistema de saúde. Entre os fatores estão o avanço de técnicas médicas menos invasivas, que reduzem o tempo de internação, além da reorganização da assistência em saúde mental, com redução gradual de leitos psiquiátricos em hospitais e ampliação de serviços comunitários.
Outro fator citado é a queda da taxa de natalidade, que altera a demanda por determinados tipos de leitos hospitalares.
Dados do governo federal indicam ainda investimentos em infraestrutura hospitalar e na rede materno-infantil. Pelo programa de investimentos em infraestrutura, estão previstas a construção de 36 maternidades e 31 centros de parto normal no país.
Na área de saúde mental, o orçamento federal para a área chegou a R$ 2,9 bilhões e foram habilitados mais de 650 serviços desde 2023, segundo o ministério.
O crescimento recente na oferta de leitos ocorre após um período de redução gradual observado desde meados da década de 2010. Estudos sobre a rede hospitalar apontam que parte dessa queda esteve associada ao fechamento de unidades, à reorganização da assistência e à substituição de internações por tratamentos ambulatoriais em alguns casos.
Com informações e imagem do Governo Federal






















