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O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no triênio 2026–2028, segundo a publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) em fevereiro. Diante desse cenário, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce continua sendo o principal aliado na redução da mortalidade e no aumento das chances de cura.

No contexto do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, o alerta ganha ainda mais relevância, especialmente em relação ao câncer de mama, que é o mais incidente entre as brasileiras, atingindo 30% delas. Outros tipos mais comuns entre mulheres são câncer de cólon e reto (10,5%), colo do útero (7,4%), pulmão (6,4%) e tireoide (5,1%).

A ginecologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Luciana de Paiva Nery Soares, reforça a importância da prevenção, sobretudo para o câncer de mama. “Grande parte dos cânceres de mama em estágio inicial é assintomática. Ou seja, a mulher não sente dor, não percebe nódulos nem alterações visíveis. Por isso, mesmo sem sinais aparentes, é preciso manter os exames de imagem em dia”, afirma.

Para a médica radiologista Nara Fabiana da Cunha, coordenadora da Radiologia Mamária do Sabin em Brasília, a mamografia é o padrão-ouro no rastreamento do câncer de mama em todo o mundo. “Muitas lesões precursoras do câncer de mama só são visíveis na mamografia. É o caso de alterações muito iniciais, como algumas calcificações, que não aparecem em outros métodos e não são perceptíveis no exame físico”, explica. “É muito importante garantir o acesso ao diagnóstico, que precede o tratamento, com o melhor acompanhamento”, avalia Nara Fabiana.

Prevenção é o caminho

A estimativa do INCA confirma que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no país, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares. O câncer de pele não melanoma, por exemplo, permanece como o mais frequente em ambos os sexos, sendo apresentado separadamente devido à sua alta incidência e baixa letalidade.

Além do rastreamento e do diagnóstico precoce, mudanças no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de desenvolvimento da doença. A vacinação contra o HPV, por exemplo, é uma das principais estratégias de prevenção do câncer do colo do útero. O imunizante protege contra os principais subtipos do vírus associados ao desenvolvimento da doença e integra o calendário nacional de vacinação.

O controle do tabagismo segue como uma das medidas mais eficazes de prevenção. O cigarro está relacionado a diferentes tipos de câncer, como pulmão, cavidade oral, esôfago, bexiga e pâncreas. Manter uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras e alimentos minimamente processados, além de praticar atividade física regularmente, contribui para reduzir o risco de câncer e de outras doenças crônicas.

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