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Entender onde procurar atendimento dentro do SUS (Sistema Único de Saúde) é um passo importante para garantir cuidado adequado, reduzir filas e tornar mais eficiente o funcionamento da rede pública. Cada serviço tem uma função específica e deve ser acionado conforme a gravidade e o tipo do problema de saúde.

O SUS é organizado por meio das Redes de Atenção à Saúde (RAS), que integram Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e outros pontos de cuidado. Essa articulação permite que o cidadão seja acompanhado de forma contínua, desde ações de prevenção até atendimentos de alta complexidade.

O SUS funciona como uma rede articulada, na qual UBSs, UPAs, hospitais e serviços de urgência atuam de forma complementar. Esse modelo busca garantir cuidado integral, respeitando os princípios da universalidade, equidade e integralidade.

No centro dessa organização está a Atenção Primária à Saúde, responsável por coordenar o cuidado e orientar o acesso aos demais níveis do sistema. Para a secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, a definição correta dos fluxos é essencial para o equilíbrio da rede. “Quando o cidadão procura o serviço adequado, a rede funciona de forma mais equilibrada, garantindo prioridade a quem mais precisa, melhor uso dos recursos públicos e maior resolutividade no cuidado. Esse é um compromisso permanente do SUS com o acesso qualificado e com a eficiência da gestão”, afirma.

Criado a partir da Constituição Federal de 1988, o SUS é reconhecido como um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. Ele garante atendimento universal, integral e gratuito, acompanhando o cidadão ao longo de toda a vida, da vacinação e do acompanhamento clínico até procedimentos complexos, como cirurgias especializadas e transplantes. A gestão é compartilhada entre União, estados e municípios, com responsabilidades definidas em cada nível de atenção.

Atenção Primária

A Atenção Primária à Saúde (APS) é, na maioria dos municípios, oferecida pelas Unidades Básicas de Saúde. Próximas às residências da população, as UBSs devem ser o primeiro local procurado para cuidados de rotina e acompanhamento contínuo.

Segundo a superintendente de Atenção Primária à Saúde da SES, Karine Cavalcante, é nesse espaço que o vínculo com o usuário se estabelece. “A Atenção Primária acompanha o cidadão em todas as fases da vida. É na UBS que a população encontra orientação, prevenção, acompanhamento contínuo e o encaminhamento adequado quando há necessidade de outros serviços”, destaca.

Nas UBSs são realizadas consultas médicas e de enfermagem, acompanhamento de gestantes, crianças e idosos, controle de doenças crônicas, vacinação, pré-natal, atendimento odontológico e distribuição de medicamentos. As unidades também atendem urgências de menor gravidade, realizam testes rápidos para HIV, sífilis, hepatites virais e gravidez, exames de rastreamento de câncer e ações de planejamento reprodutivo, como a distribuição de preservativos e a inserção de DIU.

Quando há necessidade de atendimento especializado, exames ou internação, a própria equipe da UBS faz o encaminhamento para outros pontos da rede, garantindo a continuidade do cuidado.

Quando buscar atendimento na UPA

As Unidades de Pronto Atendimento funcionam 24 horas por dia e atendem situações de urgência que exigem avaliação imediata, mas que nem sempre demandam internação hospitalar. Elas integram a Rede de Atenção às Urgências e Emergências do SUS.

Devem ser atendidos na UPA casos como febre alta (acima de 39°C), dor intensa, falta de ar, crises convulsivas, fraturas leves, ferimentos com sangramento sem controle e urgências clínicas, traumáticas ou psiquiátricas. O atendimento segue o protocolo de classificação de risco, que prioriza os casos mais graves, independentemente da ordem de chegada.

Com estrutura de complexidade intermediária, as UPAs resolvem grande parte das urgências. Quando necessário, o paciente é encaminhado para um hospital. Nos casos menos graves, após o atendimento inicial, o usuário é orientado a continuar o acompanhamento na UBS de referência.

Hospitais atendem casos de maior complexidade

Os hospitais do SUS são destinados a atendimentos de média e alta complexidade, como internações, cirurgias, exames especializados e cuidados intensivos. O acesso ocorre, em geral, por meio de encaminhamento e regulação.

De acordo com a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro, essa organização é fundamental para a segurança do paciente. “Os hospitais atendem os casos que realmente precisam de internação, cirurgias ou exames especializados. Por isso, o acesso acontece de forma organizada, por meio da regulação. Quando o paciente passa pela UPA ou por outro serviço e há indicação clínica, a equipe avalia o caso e faz o encaminhamento para o hospital mais adequado. Esse fluxo garante mais segurança ao paciente, evita deslocamentos desnecessários e contribui para que o SUS funcione de forma mais eficiente para todos”, explica.

Esse modelo segue o princípio da hierarquização do SUS, no qual cada nível de atenção responde conforme a complexidade da demanda apresentada.

Em quais situações acionar o SAMU

O SAMU deve ser acionado em situações graves e emergenciais, com risco imediato à vida e necessidade de atendimento rápido no local ou durante o transporte até uma unidade de saúde.

O serviço atua de forma integrada à rede de urgência, prestando os primeiros socorros e encaminhando o paciente para a UPA ou hospital, conforme a gravidade do caso.

*Informações: SES

*Foto de capa: Fernando Frazão/Agência Brasil

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