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Uma operação conjunta da Vigilância Sanitária Estadual e dos Correios resultou na apreensão de milhares de medicamentos irregulares enviados ilegalmente em Mato Grosso do Sul. A ação ocorreu entre os dias 9 e 12 de janeiro, em Campo Grande, e teve como foco encomendas com indícios de irregularidade no transporte e na comercialização.

Segundo a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da CVISA (Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual), a fiscalização foi realizada na EBCT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). Ao todo, a equipe da GEMPS (Gerência de Medicamentos e Produtos para Saúde) analisou 570 encomendas que haviam sido previamente retidas pelo setor de segurança postal dos Correios após identificação de conteúdo suspeito por raio-X nos dias 7 e 8 de janeiro.

A abertura dos pacotes ocorreu conforme os protocolos legais, com acompanhamento da Vigilância Sanitária. Entre os itens apreendidos estavam 3.168 ampolas de tirzepatida, 78 canetas de retratutida, além de semaglutida, somatropina, esteroides anabolizantes, toxina botulínica, oxandrolona, lisdexanfetamina e suplementos alimentares sem comprovação de registro, procedência ou autorização sanitária.

De acordo com a Vigilância Sanitária Estadual, os fiscais identificaram uma mudança na estratégia dos remetentes ilegais. Em vez de enviar apenas os dispositivos completos das chamadas canetas emagrecedoras, passaram a despachar ampolas para abastecimento, dificultando a fiscalização inicial.

O conteúdo suspeito é detectado pelos Correios por meio de raio-X, e a irregularidade só é confirmada após a abertura das encomendas na presença dos fiscais sanitários.

As apreensões ocorreram por descumprimento de normas como a Lei Federal nº 6.360/1976, que trata do registro de medicamentos, a Lei nº 6.437/1977, sobre infrações sanitárias, a Lei Estadual nº 1.293/1992 e resoluções da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que regulam registro, comercialização e transporte de medicamentos no país.

A SES alerta que medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, quando adquiridos sem prescrição médica, sem registro na Anvisa ou por canais informais, oferecem risco grave à saúde. Entre os possíveis efeitos estão reações adversas, infecções, intoxicações e outros agravos.

A secretaria reforça que o tratamento da obesidade deve seguir diretrizes clínicas reconhecidas e ser acompanhado por profissionais habilitados, com uso seguro e regularizado de medicamentos.

Denúncias sobre comercialização, transporte ou uso irregular de medicamentos podem ser encaminhadas à Vigilância Sanitária Estadual, como forma de contribuir para a proteção da saúde pública e o combate ao comércio ilegal de produtos sujeitos à fiscalização sanitária.

Com informações e imagem do Governo de Mato Grosso do Sul

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