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A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH), agora em formato totalmente digital, passou a ser adotada de forma obrigatória em 3.773 meios de hospedagem em todo o país desde segunda-feira (20). A medida, coordenada pelo Ministério do Turismo, busca agilizar o check-in e modernizar a gestão no setor hoteleiro.

Sem necessidade de formulários em papel, o sistema permite que os dados do hóspede sejam preenchidos antecipadamente, de forma online, por meio da plataforma Gov.br. Na chegada ao hotel, o processo é finalizado em poucos segundos, geralmente com a leitura de um QR Code.

A ferramenta foi desenvolvida em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados e vinha sendo implementada gradualmente desde novembro de 2025. Com a obrigatoriedade, a expectativa do governo é reduzir filas, otimizar o atendimento e melhorar a experiência dos viajantes.

Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o sistema representa um avanço tanto para os clientes quanto para os estabelecimentos. Ele afirma que a digitalização evita filas desnecessárias, aumenta o conforto e reforça a segurança das informações. Também destaca que a medida elimina o uso de papel e contribui para práticas mais sustentáveis no setor.

Como funciona

O novo modelo é semelhante ao check-in antecipado já utilizado por companhias aéreas. Após a reserva, o hóspede recebe um link ou QR Code para preencher seus dados antes da chegada. Em alguns casos, o próprio estabelecimento disponibiliza dispositivos para o registro digital no local.

Para turistas estrangeiros, não é obrigatória a criação de conta na plataforma Gov.br, o que facilita a adesão ao sistema.

Além de agilizar o atendimento, a digitalização também permite maior controle e organização das informações por parte dos hotéis, pousadas e resorts, reduzindo custos operacionais e riscos de erros no cadastro.

Expansão e adesão

A adesão ao sistema é maior em estados com forte atividade turística. São Paulo lidera, com 744 estabelecimentos adaptados, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro, com 351 cada. Na região Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul também apresentam números expressivos.

No Centro-Oeste, Goiás soma 111 meios de hospedagem adequados, enquanto Mato Grosso registra 104. Já no Norte, o Pará aparece à frente, com 70 adesões.

A implementação da FNRH Digital está prevista na atualização da Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024, e segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados, garantindo que as informações sejam tratadas em ambiente seguro e criptografado.

Fiscalização e prazos

De acordo com o Ministério do Turismo, os mais de 19 mil meios de hospedagem cadastrados no país devem se adequar ao sistema, independentemente de utilizarem plataformas próprias de gestão. O prazo para adaptação foi prorrogado até 20 de abril.

Empreendimentos que ainda não migraram para o modelo digital podem regularizar a situação, mas estão sujeitos à abertura de processo administrativo e aplicação de penalidades, como advertência e multa.

A fiscalização é feita pelo próprio ministério e pode ser compartilhada com estados e municípios. A regularidade no envio das fichas também está vinculada à manutenção do cadastro no Cadastur, registro obrigatório para funcionamento regular no setor.

Com informações do Governo Federal

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