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O retorno do poder em forma de laço

Quem diria que o acessório símbolo máximo da alfaiataria masculina voltaria ao radar da moda, agora reinventado sob o olhar feminino, sensual e absolutamente contemporâneo? As gravatas, antes exclusivas do terno, ressurgem nas passarelas e nas ruas como o toque final de uma mulher que sabe o que quer: personalidade e um pouco de rebeldia.

Hailey Bieber em Los Angeles, 2024 — Foto: Getty Images
Selena Gomez no Festival Internacional de Cinema de Palm Springs de 2025 — Foto: Getty Images
Ayo Edebiri no Globo de Ouro 2025 — Foto: Getty Images
Gucci, inverno 2022.

A febre começou discretamente nas coleções da Saint Laurent e da Gucci, que trouxeram versões finas, usadas com camisas brancas e ternos de corte reto, evocando o espírito andrógino dos anos 70. Em seguida, Miu Miu e Dior adicionaram gravatas aos seus desfiles com pegada colegial e feminina, provando que o acessório pode transitar entre o sexy e o intelectual com uma facilidade impressionante. Até a Prada mergulhou na tendência, apostando em combinações inesperadas com minissaias e tricôs, em um mix que desafia códigos e renova a alfaiataria clássica.

Brooke Shields em Nova York, Janeiro de 2025 — Foto: Getty Images

Mas não é só nas passarelas que elas brilham. No street style, as gravatas conquistaram fashionistas de Nova York a Paris. Nas semanas de moda deste ano, vimos uma nova geração de influenciadoras misturando gravatas vintage com camisas oversized, corsets, minissaias e até calças cargo, uma mistura que traduz o espírito da moda atual: menos regras, mais atitude.

No TikTok e Instagram, o “#TieTrend” se tornou uma verdadeira febre, com milhões de visualizações. Cada amarração conta uma história: das versões despojadas com nó frouxo, perfeitas para um look diurno, até combinações ultra elegantes, usadas como ponto de contraste em looks noturnos com blazer estruturado.

Marina Ruy Barbosa — Foto: Emerson Lima/Brazil News
Marina Ruy Barbosa – Reprodução/Instagram
Larissa Manoela – reprodução Instagram

A gravata feminina representa algo além da estética. Ela é símbolo de autonomia e reinvenção, uma peça que atravessa gêneros e épocas, para se tornar agora o emblema de uma moda genderless e autêntica.

E, falando em autenticidade, eu precisei testar a tendência. Em dois looks diferentes, um com gravata de cetim listrada em tons de azul e outro com uma versão estampada vintage, percebi o poder que esse simples acessório carrega. Ele transforma o visual, mas também a postura. Me senti elegante, ousada e curiosamente livre. E é exatamente isso que a moda deve fazer: libertar.

Com carinho, 
Maria Ritha Potrich

Os artigos publicados são de responsabilidade dos colunistas e não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Total News

Foto de Maria Ritha

Maria Ritha

É publicitária e apaixonada por moda desde sempre. Enxerga no vestir uma poderosa forma de comunicação e expressão pessoal. Com olhar apurado e sensibilidade estética, traduz tendências em estilo e significado. Para ela, moda é arte viva! E é sobre isso que ela vai falar na coluna de Moda & Beleza. Trazendo novidades, tendências e muita informação fashion.

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