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O hábito de cortar a etiqueta da roupa por incômodo ou estética pode trazer prejuízos ao consumidor e reduzir a vida útil das peças. O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) alerta que o item é obrigatório nos produtos têxteis e concentra informações essenciais para o uso seguro e a conservação adequada do vestuário.

É na etiqueta que o consumidor encontra dados como composição do tecido, país de origem, tamanho, instruções de lavagem e identificação do fabricante ou importador. Ignorar ou remover essas orientações, segundo o instituto, aumenta o risco de danos como encolhimento, desbotamento e deformação da peça por lavagem inadequada.

Além do impacto na durabilidade, a ausência da etiqueta dificulta a identificação de materiais que podem causar alergias ou irritações em pessoas sensíveis.

“A etiqueta funciona como a carteira de identidade da roupa. Ela orienta o consumidor desde a compra até o uso cotidiano”, afirma o Inmetro em comunicado.

O que deve constar na etiqueta

As informações são obrigatórias em roupas masculinas, femininas e infantis, além de artigos de cama, mesa e banho. Elas precisam estar legíveis e completas. De forma geral, o consumidor deve encontrar:

  • Composição do tecido, com as fibras e percentuais (algodão, poliéster, elastano etc.);
  • País de origem, como “fabricado no Brasil” ou equivalente;
  • Tamanho ou dimensão do produto;
  • Instruções de conservação, com orientações de lavagem, alvejamento, secagem e passadoria;
  • Identificação do fabricante ou importador, com nome, razão social ou marca registrada.

Antes da compra, a conferência desses dados ajuda a evitar problemas futuros, como tecidos incompatíveis com alergias ou peças que exigem cuidados específicos não esperados pelo consumidor.

Um dos exemplos citados pelo Inmetro é o uso da expressão “100% algodão”. A regra permite essa indicação apenas quando há uma única fibra no produto, dentro de uma tolerância técnica limitada. Caso contrário, a informação pode induzir o consumidor ao erro.

Por isso, o órgão recomenda sempre conferir a composição detalhada na etiqueta, e não apenas o destaque dado na vitrine ou na propaganda.

Símbolos que orientam a conservação

As instruções de cuidado podem aparecer em texto, símbolos ou nos dois formatos. Esses ícones indicam como lavar, secar e passar a peça. Entre os mais comuns estão:

  • Bacia com água: tipo de lavagem e temperatura máxima;
  • Triângulo: uso ou proibição de alvejante;
  • Quadrado: forma de secagem;
  • Quadrado com círculo: secagem em tambor e temperatura;
  • Ferro: possibilidade e nível de temperatura para passar;
  • Círculo: lavagem a seco ou limpeza profissional.

Quando o símbolo aparece riscado, a ação é proibida.

Se a etiqueta causar desconforto, a orientação do Inmetro é preservar as informações antes de removê-la. Uma alternativa simples é fotografar a frente e o verso e guardar o registro no celular. Assim, o consumidor mantém acesso às orientações de conservação e aos dados do produto mesmo após o corte.

Produtos sem etiqueta, com dados incompletos ou ilegíveis devem gerar desconfiança, pois podem indicar irregularidade na fabricação ou importação.

No caso de vestuário para crianças de 0 a 7 anos, a atenção deve ser redobrada. O Inmetro alerta para riscos envolvendo cordões, capuzes, botões e adereços que podem se soltar ou prender em objetos, aumentando a chance de acidentes. A recomendação é verificar a fixação desses itens e priorizar peças com informações claras e completas.

Onde denunciar

Irregularidades, fraudes ou falsificações podem ser registradas na Ouvidoria do Inmetro pelo site do órgão ou pelo telefone 0800 285 1818, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30.

Em caso de acidente de consumo relacionado a produtos têxteis, o registro pode ser feito no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac).

Com informações e imagem do Governo Federal

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