A Suzano, maior produtora mundial de celulose, mantém mais de 1,5 mil hectares do Cerrado em processo de restauração ecológica em Mato Grosso do Sul, segundo dados do Resumo Público do Plano de Manejo Florestal 2025 da unidade florestal da empresa no estado.
O documento reúne informações sobre conservação ambiental, manejo florestal, monitoramento da biodiversidade, segurança operacional e relacionamento com comunidades em áreas onde a companhia atua em 14 municípios sul-mato-grossenses.
A iniciativa integra a estratégia de manejo florestal da empresa, que busca conciliar produção de celulose com preservação ambiental e ações sociais nas regiões onde mantém operações.
“Nosso propósito de renovar a vida a partir da árvore reflete o compromisso em desenvolver soluções sustentáveis com base em recursos renováveis. A restauração ecológica realizada em 2024 integra essas práticas, fundamentais para equilibrar produtividade, conservação ambiental e relacionamento com comunidades. O Resumo Público do Plano de Manejo é uma ferramenta central para garantir transparência e orientar os próximos ciclos”, afirma Jackson Silva.
Áreas de conservação somam mais de 15 mil hectares
Além das áreas em restauração, a empresa mapeou oito grandes remanescentes naturais classificados como Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs) em Mato Grosso do Sul. Esses territórios somam mais de 15 mil hectares e incluem formações de florestas, savanas e veredas.
Segundo a companhia, essas áreas desempenham funções ambientais relevantes, como proteção da biodiversidade, conservação de recursos hídricos e regulação climática.
O monitoramento ambiental realizado pela empresa também identificou 283 espécies da fauna e flora durante o último ciclo do Programa de Monitoramento da Biodiversidade, concluído em 2024.
Entre os registros estão:
- 26 espécies de mamíferos
- 219 espécies de aves
- 23 espécies de anfíbios
- 2 espécies de répteis
- 13 espécies de plantas
Entre as espécies ameaçadas encontradas nas áreas monitoradas estão o Cervo-do-pantanal, o Gato-palheiro, a Queixada e o Veado-campeiro.
Base florestal supera 1,1 milhão de hectares
De acordo com o relatório, a base florestal administrada pela empresa em Mato Grosso do Sul soma aproximadamente 1,136 milhão de hectares distribuídos em 14 municípios do estado.
Desse total, 327 mil hectares são destinados exclusivamente à conservação da biodiversidade, o que representa cerca de 31% da área florestal mantida pela companhia na região.
A produção de matéria-prima da empresa é baseada principalmente em plantios renováveis de eucalipto, utilizados na fabricação de celulose.
Certificações internacionais
A empresa afirma que o manejo florestal adotado segue padrões internacionais de sustentabilidade e rastreabilidade da produção.
Entre as certificações citadas no relatório estão as concedidas pelo Forest Stewardship Council (FSC) e pelo Programme for the Endorsement of Forest Certification (PEFC), que estabelecem critérios ambientais, sociais e trabalhistas para a exploração de florestas.
Segundo a companhia, a divulgação pública do plano de manejo faz parte das exigências desses sistemas de certificação e busca garantir maior transparência sobre as atividades da empresa.
Projetos sociais em municípios do estado
Além das ações ambientais, o documento também aponta iniciativas sociais desenvolvidas pela empresa em municípios onde mantém operações, como Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Brasilândia, Água Clara, Bataguassu, Selvíria, Anaurilândia, Aquidauana, Campo Grande e Santa Rita do Pardo.
As iniciativas envolvem projetos de educação, geração de renda e inclusão produtiva, que, segundo a empresa, alcançaram 707 participantes nas comunidades atendidas.
A companhia afirma que as ações buscam integrar a atividade florestal com o desenvolvimento local nas regiões onde mantém operações industriais e áreas de plantio.




















