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A escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã voltou a pressionar os mercados internacionais nesta segunda-feira, provocando queda da Bolsa brasileira, alta do petróleo e aumento da cautela entre investidores. O dólar encerrou o dia praticamente estável frente ao real, enquanto o Ibovespa registrou o menor fechamento desde março.

O principal índice da B3 caiu 1,19%, encerrando o pregão aos 181.908 pontos. O movimento foi influenciado principalmente pela valorização do petróleo no mercado internacional e pelo temor de que o cenário inflacionário dificulte futuros cortes na taxa básica de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Mesmo com a pressão externa, o dólar à vista fechou com leve queda de 0,10%, cotado a R$ 4,891. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou em faixa estreita, refletindo a cautela dos investidores diante da incerteza geopolítica.

O mercado financeiro acompanhou a piora do cenário no Oriente Médio após o presidente Donald Trump classificar como “totalmente inaceitável” a proposta apresentada pelo Irã para encerrar o conflito na região. Trump afirmou ainda que um eventual cessar-fogo estaria “respirando por aparelhos”, enquanto autoridades iranianas indicaram disposição para reagir a novos ataques.

A possibilidade de prolongamento da guerra elevou as preocupações globais com inflação e crescimento econômico, especialmente pelo impacto direto sobre o petróleo.

O barril do tipo Brent, referência internacional usada pela Petrobras, subiu 2,88% e fechou cotado a US$ 104,21. Já o petróleo WTI, negociado nos Estados Unidos, avançou 2,78%, encerrando o dia a US$ 98,07.

A alta do petróleo reforçou o receio de que bancos centrais ao redor do mundo mantenham juros elevados por mais tempo para conter a inflação. No Brasil, ações de empresas mais sensíveis ao crédito e aos juros lideraram as perdas no pregão.

Além do cenário externo, investidores também acompanharam a temporada de balanços corporativos e o fluxo de capital estrangeiro na Bolsa brasileira. Mesmo empresas que divulgaram resultados considerados positivos não escaparam das perdas diante do ambiente de maior aversão ao risco.

No câmbio, analistas apontaram que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos continua favorecendo a entrada de recursos estrangeiros no país, ajudando a manter o dólar abaixo de R$ 4,90.

O mercado também repercutiu os dados do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central do Brasil, que reduziu de R$ 5,25 para R$ 5,20 a projeção para o dólar no fim deste ano.

Apesar disso, operadores destacaram que a liquidez reduzida e a incerteza sobre os próximos desdobramentos no Oriente Médio limitaram movimentos mais intensos no mercado doméstico.

A tensão geopolítica permanece no radar dos investidores e deve continuar influenciando o comportamento dos mercados globais nos próximos dias, especialmente diante do risco de impactos sobre inflação, energia e atividade econômica mundial.

Com informações e imagem da Agência Brasil

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