Cerca de 4,9 mil moradores de Mato Grosso do Sul já foram capacitados em novas tecnologias por meio do programa Computadores para Inclusão, iniciativa do Ministério das Comunicações que combina qualificação profissional gratuita com reaproveitamento de equipamentos eletrônicos.
Em todo o país, o programa alcançou a marca de 80 mil pessoas formadas até abril. A proposta é ampliar o acesso ao mercado de trabalho e reduzir a exclusão digital, especialmente entre populações de baixa renda.
Os cursos oferecidos vão do nível básico ao avançado e incluem desde introdução à informática até conteúdos como Excel, design gráfico, programação, manutenção de computadores e conserto de celulares. A formação busca atender à demanda crescente por habilidades digitais no mercado.
Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o programa tem impacto direto na geração de oportunidades. “É uma iniciativa que abre portas para jovens em busca do primeiro emprego; permite que adultos se reinventem e aprimorem o currículo em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo; e ainda possibilita que pessoas da melhor idade estejam inseridas no ambiente digital com mais autonomia no dia a dia, sem depender da ajuda de familiares. O programa é inclusivo e não deixa ninguém de fora da era digital”, afirmou.
Um dos diferenciais da iniciativa está nos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), unidades espalhadas por capitais e cidades estratégicas. Nesses espaços, alunos aprendem na prática a recuperar equipamentos descartados por órgãos públicos e instituições.
Os computadores recondicionados são destinados a escolas públicas, associações e comunidades sem acesso à tecnologia, ampliando o alcance social do programa e reduzindo o volume de lixo eletrônico.
Para o coordenador de Inclusão Digital do ministério, Gustavo André Lima, a iniciativa também enfrenta um problema estrutural no país. “Hoje, é muito importante que todos saibam usar aplicativos de celular, acessar arquivos e pastas no computador e utilizar a internet de forma geral. O Brasil ainda tem regiões carentes de letramento digital. O programa busca justamente combater esse abismo digital e democratizar o acesso às tecnologias em todas as regiões, desde as mais remotas até as capitais, onde, ainda assim, há relatos de pessoas que nunca utilizaram um mouse”, disse.
De acordo com o ministério, além de capacitar novos profissionais, o programa tem potencial de criar ciclos de formação contínua. Há casos de alunos que, após passarem pelos cursos, retornam como instrutores, multiplicando o conhecimento em suas comunidades.
A meta do governo federal é expandir a iniciativa e alcançar um número maior de brasileiros, com foco na inclusão digital e na formação para o mercado de trabalho em um cenário cada vez mais dependente da tecnologia.
Com informações e imagem do Governo Federal






















