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Com a combinação de altas temperaturas e períodos de chuva, cresce a presença de escorpiões em áreas urbanas e, consequentemente, o número de acidentes envolvendo esses animais peçonhentos. Pequenos e silenciosos, eles costumam se esconder dentro das residências e representam risco à saúde, sobretudo para crianças e idosos.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) orienta que, em caso de picada, a recomendação é procurar atendimento médico imediato. A vítima deve se dirigir à unidade de saúde mais próxima, como uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), para avaliação clínica.

Antes de sair de casa, a orientação é lavar o local da picada com água e sabão e manter a calma. Não é indicado fazer torniquetes, cortes, perfurações ou aplicar qualquer substância, já que essas práticas podem agravar o quadro.

Nem todos os casos exigem o uso do soro antiescorpiônico. O tratamento é indicado principalmente em situações moderadas ou graves, conforme avaliação médica. No Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento é organizado para que, após os primeiros cuidados, o paciente seja encaminhado, se necessário, a unidades de referência que dispõem do soro.

Caso seja possível, sem risco, levar o escorpião ou uma foto do animal pode auxiliar na identificação da espécie e na avaliação do caso. No entanto, essa medida não deve atrasar a busca por atendimento.

Crianças e idosos exigem atenção redobrada

Acidentes com escorpiões tendem a ser mais graves em crianças, especialmente as menores, e em idosos. Nesses grupos, o veneno pode provocar reações mais intensas e evolução rápida, com sintomas como vômitos, sudorese e alterações cardíacas. Por isso, o atendimento deve ser ainda mais ágil.

Rede pública está preparada para atendimento

Rede pública atende casos e encaminha pacientes

Em Mato Grosso do Sul, unidades básicas e serviços de urgência realizam o primeiro atendimento em casos de picada de escorpião. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para hospitais de referência.

O soro antiescorpiônico não está disponível em todas as unidades e é ofertado em pontos específicos da rede estadual, conforme a gravidade do caso e avaliação médica.

Prevenção começa dentro de casa

Evitar o aparecimento de escorpiões é a forma mais eficaz de reduzir acidentes. Medidas simples podem ajudar:

  • Manter quintais limpos, sem lixo, entulho ou restos de obra;
  • Vedar frestas em paredes, pisos e rodapés;
  • Manter ralos fechados ou com telas;
  • Sacudir roupas e calçados antes de usar;
  • Evitar o acúmulo de materiais e objetos;
  • Controlar a presença de baratas, principal alimento dos escorpiões.

Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental e Toxicológica da SES, Karyston Adriel Machado da Costa, a maior parte dos acidentes pode ser evitada com mudanças simples no ambiente doméstico. “Os escorpiões se adaptam facilmente ao meio urbano e encontram abrigo e alimento dentro das residências. Por isso, manter o ambiente limpo, sem entulhos e com os acessos vedados, é fundamental para reduzir a presença desses animais e prevenir acidentes”, destaca.

O período de calor e chuva favorece a reprodução e a atividade desses animais, aumentando o risco de sua presença em residências, especialmente em áreas urbanas.

Atendimento rápido é essencial

A SES reforça que, embora muitos casos sejam leves, a evolução pode ser imprevisível. Por isso, não é recomendado aguardar o agravamento dos sintomas. A avaliação profissional é fundamental para garantir o tratamento adequado e evitar complicações.

*Informações e imagem: SES

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