Projeto em MS reúne estudantes e professores em formação prática e oferece bolsas para produção de conteúdo digital
Mato Grosso do Sul iniciou nesta semana as atividades da “Agência Mídia Ciência de Divulgação Científica”, iniciativa ligada ao projeto Mídia Ciência que aposta na formação de estudantes da rede pública como produtores de conteúdo científico para redes sociais.
A proposta reúne 32 alunos do ensino médio e 8 professores da rede estadual, que ao longo de um ano participam de oficinas e orientações voltadas à comunicação de projetos científicos desenvolvidos nas escolas. O objetivo é adaptar esses conteúdos à linguagem digital e ao público jovem.
O projeto é realizado em parceria entre a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), e integra ações do governo estadual na área de ciência, tecnologia e inovação.
A iniciativa está vinculada ao Programa de Iniciação Científica no Ensino Médio (Pictec), que prevê o pagamento de bolsas mensais de R$ 400 para estudantes e R$ 800 para professores participantes.
Os projetos estão distribuídos entre Campo Grande e quatro municípios do interior: Aral Moreira, Batayporã, Ponta Porã e Três Lagoas, totalizando oito frentes de atuação.
Segundo o coordenador do projeto, o jornalista e professor André Mazini, a criação da agência responde ao desafio de ampliar o acesso de jovens a conteúdos científicos em meio ao alto consumo de redes sociais. “O Brasil tem hoje o segundo maior tempo de uso diário de tela do mundo, as pessoas ficam mais de 9h30 do dia conectados e nós temos percebido que essa realidade tem impactado intensamente o contato que os adolescentes têm atualmente com conteúdos científicos”, afirma.
A formação inclui atividades práticas como produção audiovisual, elaboração de roteiros, construção de identidade visual e aprofundamento no método científico, além de discussões sobre o uso de tecnologias. Durante o processo, os participantes produzem conteúdos e recebem orientação para aprimorar o material.
Entre professores, a iniciativa é vista como uma forma de integrar ciência e comunicação no ambiente escolar. “A gente viu no Mídia Ciência uma oportunidade de trabalhar e aprimorar o trabalho com educomunicação”, afirma a professora Jéssica Ernandes da Silva, da escola Jomap, em Três Lagoas.
O projeto Mídia e Ciência, ao qual a agência está vinculada, foi reconhecido nacionalmente e recebeu, em 2025, o primeiro lugar no Prêmio Nacional Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação. A proposta busca ampliar a circulação de conteúdos científicos e estimular a formação de estudantes na área de divulgação da ciência.
Com informações da comunicação UEMS




















