Queda de quase 8% no petróleo influenciou mercado financeiro e pressionou ações da Petrobras
O dólar encerrou esta quarta-feira (6) em leve alta diante da atuação do Banco Central no mercado cambial, enquanto a bolsa brasileira avançou pelo segundo pregão consecutivo, impulsionada pelo ambiente externo mais favorável ao risco e pela valorização de ações ligadas ao consumo e à mineração.
A moeda norte-americana fechou vendida a R$ 4,921, com alta de 0,17%. Ao longo do dia, a cotação chegou a atingir R$ 4,93, mas perdeu força durante a tarde diante da melhora no cenário internacional.
Apesar da valorização pontual, o dólar ainda acumula queda de 0,63% na semana e recuo de 10,34% em 2026.
Segundo analistas do mercado financeiro, a principal pressão sobre o câmbio veio da intervenção realizada pelo Banco Central do Brasil, que vendeu US$ 500 milhões em contratos de swap cambial reverso — operação equivalente à compra de dólares no mercado futuro.
A medida tende a elevar a cotação da moeda norte-americana e faz parte da estratégia da autoridade monetária para reduzir o estoque de swaps tradicionais em circulação.
Além da atuação do BC, a forte queda nos preços do petróleo também afetou o desempenho do real. Nos últimos dias, a moeda brasileira vinha sendo favorecida pela valorização da commodity, importante para a balança comercial do país.
No mercado de ações, o principal índice da B3 encerrou o dia em alta de 0,50%, aos 187.690 pontos.
O volume financeiro negociado somou R$ 29,2 bilhões. Durante o pregão, o índice chegou à máxima de 188.674 pontos, acompanhando o desempenho positivo das bolsas internacionais.
O movimento foi puxado principalmente por empresas do setor de mineração e varejo, beneficiadas pelo aumento do apetite global por ativos de risco.
Na contramão do mercado, as ações da Petrobras recuaram após a forte queda do petróleo no mercado internacional. Os papéis ordinários da estatal caíram 3,77%, enquanto as ações preferenciais recuaram 2,86%.
As ações da companhia estão entre as mais negociadas do Ibovespa e têm forte peso sobre o desempenho do índice.
No exterior, o clima foi de maior otimismo. As bolsas de Nova York fecharam com ganhos superiores a 1%, impulsionadas pela expectativa de redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela continuidade do fluxo de investimentos em ações de tecnologia.
Os índices S&P 500 e Nasdaq renovaram recordes históricos durante a sessão.
O petróleo foi um dos principais destaques do mercado global nesta quarta-feira. O barril do tipo Brent, referência internacional, despencou 7,83%, encerrando o dia a US$ 101,27. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caiu 7,03%, cotado a US$ 95,08.
A queda foi motivada por sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã e pela indicação do governo iraniano de que o Estreito de Ormuz permanece aberto para navegação segura.
A região é considerada estratégica para o comércio mundial de petróleo, e qualquer ameaça de interrupção costuma elevar os preços da commodity.
Com a redução das tensões, investidores diminuíram o chamado “prêmio de risco” embutido no petróleo, pressionando os preços para baixo.
Mesmo com o alívio momentâneo, o mercado financeiro segue atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, que ainda pode provocar volatilidade nos preços da energia, no câmbio e nas bolsas internacionais.
Com informações da Agência Brasil























