Planejamento financeiro, consumo consciente, excesso de informação e os impactos da inteligência artificial dominaram os debates da noite desta sexta-feira (15) durante a Semana S, em Campo Grande. As palestras do especialista em finanças Gustavo Cerbasi e do comunicador Marcelo Tas reuniram público acima da capacidade do auditório principal, com transmissão simultânea em telões instalados em espaços extras.
O evento contou com a presença do governador Eduardo Riedel, do presidente da Fecomércio MS, Edison Araújo, além de empresários, estudantes, trabalhadores e representantes do setor do comércio.
Planejamento e consumo no centro do debate
Antes das palestras principais, a programação promoveu um painel sobre os impactos das mudanças no varejo e estratégias para proteção do lucro das empresas. Participaram do debate o advogado tributarista Alberto Carbonar e o vice-presidente do Sescon/MS, Roberto Amorim, com mediação da jornalista Carmem Juliana.
Na sequência, Gustavo Cerbasi abordou os ciclos econômicos brasileiros e criticou a falta de planejamento estrutural no país.
“A economia brasileira vive altos e baixos porque nós pensamos sempre no curto prazo. Isso vale para governos, empresas e famílias. Sem planejamento e sem poupança, a sociedade fica mais vulnerável às crises”, afirmou.
O especialista também alertou para o comportamento de consumo das famílias diante do aumento de renda.
“Quando aumenta a renda, normalmente aumenta o consumo no mesmo ritmo ou até acima. O ideal seria sempre crescer um degrau abaixo para criar proteção para os próximos ciclos econômicos”, disse.
Cerbasi ainda destacou o papel do Sistema S na qualificação profissional e no desenvolvimento regional.
“O Sistema S talvez seja hoje um dos principais mecanismos de transformação social do Brasil porque leva conhecimento alinhado às necessidades regionais”, pontuou.
Ansiedade e inteligência artificial
Na segunda palestra da noite, Marcelo Tas refletiu sobre os impactos da tecnologia e o excesso de estímulos digitais no cotidiano das pessoas.
“Antes de pensar na inteligência artificial, a gente precisa desenvolver a inteligência do corpo, da mente, entender qual é a nossa necessidade e o que realmente importa. O mundo está acelerado demais e isso gera ansiedade, excesso e decisões equivocadas”, afirmou.
Em tom descontraído, o comunicador comparou o uso exagerado da tecnologia a um deslocamento desnecessário.
“Se você pega um foguete para ir na padaria da esquina, talvez esteja usando a ferramenta errada. O importante é entender a necessidade antes da tecnologia”, comparou.
Tas também relembrou projetos marcantes da televisão brasileira ligados ao Sistema S.
“O Castelo Rá-Tim-Bum só existiu por causa do Sistema S. O Telecurso também. Então estar aqui hoje é uma forma de retribuir um pouco dessa história”, disse.
Durante visita à programação, Eduardo Riedel (PP) afirmou que iniciativas voltadas à atualização profissional são fundamentais diante das transformações tecnológicas e econômicas.
“Estamos vivendo transformações muito rápidas. Ter acesso a pessoas que estudam essas mudanças e conseguem traduzir isso para a população é extremamente importante para o desenvolvimento do Estado”, declarou.
Já Edison Araújo destacou que a proposta da Semana S é aproximar a população das ações desenvolvidas pelo Sistema Comércio.
“Muita gente não conhece a dimensão do trabalho do Sesc, Senac e Fecomércio. A Semana S é justamente uma oportunidade de mostrar como essas instituições contribuem para formação profissional, qualificação e desenvolvimento econômico”, afirmou.
A programação da Semana S também contou com atividades gratuitas no Parque das Nações Indígenas, incluindo oficinas, ações de saúde, atrações culturais e show nacional de Michel Teló. O encerramento da programação foi neste domingo (17), com o Circuito Sesc de Corridas no Horto Florestal.
Com informações do Senac-MS





















