Economista aponta que estado combina agro de escala global, indústria de celulose e sustentabilidade para impulsionar crescimento econômico
Mato Grosso do Sul tem se destacado como uma das economias que mais avançaram no Brasil nas últimas décadas. A avaliação é do economista Ricardo Amorim, que classificou o estado como um dos grandes “dragões” da economia brasileira ao analisar o crescimento econômico impulsionado pelo agronegócio, pela industrialização e pela integração ao mercado internacional.
A expressão “dragão da economia” é uma metáfora usada para representar regiões com forte crescimento, aumento de produtividade e maior relevância no cenário econômico. No caso sul-mato-grossense, a comparação destaca o avanço registrado nos últimos anos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o especialista destacou a dimensão econômica da região diante do tamanho da população. Segundo ele, Mato Grosso do Sul tem cerca de 2,8 milhões de habitantes, número equivalente a aproximadamente um terço da população do Paraguai, mas apresenta um Produto Interno Bruto (PIB) próximo ao do país vizinho. “O Mato Grosso do Sul é um dos estados que mais avançaram economicamente no Brasil nas últimas décadas”, afirmou o economista.
Entre os fatores que explicam esse avanço está a produção agroindustrial altamente especializada. O estado está entre os maiores produtores brasileiros de soja, milho, cana-de-açúcar e proteína animal, com destaque para a pecuária bovina.
A cadeia agropecuária sul-mato-grossense alcançou uma escala comparável a alguns dos casos mais bem-sucedidos de outros países da América do Sul, fortalecendo a presença do estado nas cadeias globais de produção.
Indústria verde impulsiona transformação econômica
Além da força do agronegócio, a transformação industrial vivida nos últimos anos também ganhou destaque, principalmente com o avanço do setor de celulose.
Os investimentos bilionários no segmento transformaram o estado em referência mundial em bioeconomia e indústria de baixo carbono. “Se fosse um país, o estado estaria entre os maiores exportadores de todo o mundo de celulose”, disse.
A vocação exportadora também aparece como um dos diferenciais econômicos, com uma infraestrutura logística que conecta a produção aos portos brasileiros, ao Mercosul e às cadeias internacionais de valor.
Crescimento combina produção e sustentabilidade
Para Amorim, o desempenho mostra que é possível desenvolver uma economia baseada não apenas na produção de commodities, mas também na agregação de valor, industrialização e inovação.
“O estado tem uma plataforma moderna de produção de alimentos, fibras e energia renovável, mostrando que é possível crescer rapidamente não só com produção, mas também com agregação de valor à produção, industrialização, sustentabilidade e inovação”, afirmou.
O economista resumiu o avanço em três pilares: a especialização do agronegócio, a expansão da indústria verde e a posição estratégica para integração com mercados nacionais e internacionais.
*Informações: Instagram/ @ricamorim e Imagem: Agência Brasil




















