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Estudo do Instituto Trata Brasil revela que cada R$ 1 investido no saneamento de MS gera R$ 5,90 de retorno socioeconômico

Mato Grosso do Sul alcançou 81% de cobertura de esgotamento sanitário e pode superar a marca de 90% já em 2027, antecipando em até seis anos a meta nacional prevista pelo Marco Legal do Saneamento. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (22), durante a divulgação do estudo Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento em Mato Grosso do Sul, do Instituto Trata Brasil, que estima retorno de R$ 5,90 para cada R$ 1 investido no setor e projeta até R$ 40 bilhões em benefícios econômicos e sociais para a população até 2040. 

A expectativa foi reforçada pelo governador Eduardo Riedel (PP), que afirmou que Mato Grosso do Sul tem condições de se tornar o primeiro estado brasileiro a universalizar o saneamento básico. Segundo ele, a meta contratual prevê atingir mais de 90% de cobertura em 2028, mas o governo trabalha para antecipar o resultado. “Em 2015, o estado tinha 35% de cobertura de esgoto. Hoje estamos próximos de 80% e queremos entregar essa transformação o quanto antes para a população”, afirmou.

O avanço é resultado de investimentos realizados nos últimos anos por meio da Sanesul e da parceria público-privada firmada com a Ambiental MS Pantanal. De acordo com o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, apenas nos últimos três anos e meio foram implantadas cerca de 110 mil novas ligações de esgoto, o que aumentou significativamente a cobertura dos serviços.

Evento de apresentação do estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil

Levantamento projeta ganhos em saúde, renda e turismo 

Segundo a diretora-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, o saneamento impacta diretamente áreas como saúde, educação, renda, turismo e valorização imobiliária. “O saneamento é a base do desenvolvimento econômico e social de uma região. Estamos falando de mais saúde, melhor educação, valorização imobiliária, geração de renda e preservação ambiental”, afirmou.

O estudo aponta que a universalização do saneamento em Mato Grosso do Sul poderá reduzir em até 69% as internações por doenças de veiculação hídrica, além de gerar uma economia de aproximadamente R$ 233 milhões em custos com saúde pública até 2031.

O levantamento ainda mostra que moradores de residências com acesso ao saneamento possuem renda média maior. Em Mato Grosso do Sul, a diferença chega a quase R$ 800 mensais em comparação às famílias que vivem sem o serviço.

As mulheres também estão entre as mais beneficiadas pela ampliação do saneamento. Segundo o estudo, a falta de acesso à água e esgoto está associada a maior incidência de doenças ginecológicas e pode afetar a frequência escolar de meninas durante o período menstrual.

Investimentos aceleram expansão

O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, afirmou que em três anos, foram realizadas 110 mil novas ligações de esgotos. “Saímos de aproximadamente 60% de cobertura para os atuais índices próximos de 80%”, afirmou.

O diretor-presidente da Aegea Saneamento, Gabriel Buim, afirmou que o planejamento e a atuação conjunta entre Estado, municípios e iniciativa privada têm sido fundamentais para a expansão dos serviços.

“Hoje estamos implantando cerca de 3,9 mil novas ligações de esgoto por mês. São aproximadamente 12 mil pessoas que passam a receber os benefícios do saneamento a cada mês”, destacou.

De acordo com o executivo, Mato Grosso do Sul possui metas mais rigorosas que as estabelecidas pelo marco nacional. Enquanto a legislação prevê 90% de cobertura até 2033, os contratos firmados no Estado estabelecem índices próximos de 98%.

Estado quer ser o primeiro do país a universalizar o saneamento

Durante a cerimônia, o governador Eduardo Riedel afirmou que a universalização do saneamento se tornou uma prioridade estratégica para Mato Grosso do Sul desde 2015. “Em 2015, o Estado tinha apenas 35% de cobertura de esgoto. Hoje estamos próximos de 80% e queremos entregar mais de 90% até 2027”, afirmou.

Atualmente, Mato Grosso do Sul investe cerca de R$ 207 por habitante ao ano em saneamento, enquanto a média nacional fica em R$ 137 por habitante.

Se a meta for alcançada, Mato Grosso do Sul se tornará o primeiro estado brasileiro a universalizar o saneamento básico antes do prazo estabelecido pelo Marco Legal do Saneamento.

  • Colaborou: Beatriz Rieger

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