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Com apoio do Senar/MS, Sandra Regina Nunes formalizou a produção, conquistou mercados e transformou a “Pipoca da Nega” em referência regional

O que começou como uma tentativa de ocupar o tempo livre e complementar a renda após deixar o emprego se transformou em um negócio que hoje abastece mais de 20 estabelecimentos comerciais e alcança sete municípios de Mato Grosso do Sul. Em Sidrolândia, a empreendedora Sandra Regina Nunes comemora o crescimento da marca “Pipoca da Nega”, impulsionado pela criatividade, pelo empreendedorismo e pelo apoio técnico recebido para formalizar a produção.

A mais recente aposta da empresária aproveita o clima da Copa do Mundo. Inspirada pela competição, Sandra criou uma versão especial da pipoca com as cores da bandeira brasileira, que rapidamente conquistou espaço nas prateleiras e caiu no gosto dos consumidores.

“Eu sempre invento alguma coisa, quem empreende nunca para de pensar. Surgiu a copa e falei: ‘vou fazer uma pipoca personalizada que vai ser verde, amarelo e azul’ e comecei a fazer. Foi um sucesso, tá saindo super bem, os mercados estão vendendo”, afirma.

A trajetória da empreendedora começou em 2023. Com apenas R$ 50 disponíveis, ela comprou os ingredientes necessários para produzir seis pacotes de pipoca sabor leite ninho. Após divulgar o produto nas redes sociais, vendeu toda a produção no mesmo dia.

O resultado inesperado mostrou que havia potencial para transformar a ideia em negócio.

“No primeiro dia eu fiz apenas duas receitas e vendi tudo. No decorrer de 15 dias eu já estava vendendo 30 pacotes por dia”, relembra.

Crescimento acelerado

À medida que a procura aumentava, comerciantes da região passaram a procurar Sandra para revender os produtos. O crescimento das vendas, no entanto, trouxe novos desafios.

Sem experiência na área empresarial, ela precisava regularizar a produção, adequar as embalagens às exigências legais e elaborar informações nutricionais para ampliar a distribuição.

“A demanda começou a ficar muito grande e eu comecei a atender um comércio. Depois, outro me procurou e outros começaram a vir atrás. Eu passei a oferecer e todo mundo quis revender, mas eu precisava da embalagem formal com a tabela nutricional e eu não sabia nem por onde começar a procurar essas informações”, conta.

Foi nesse momento que a empreendedora buscou apoio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Agroindústria, oferecida pelo Senar/MS.

Formalização abriu portas

Segundo Sandra, o acompanhamento técnico foi decisivo para profissionalizar a empresa e permitir a entrada em novos mercados.

“Nós começamos a legalizar e ver as embalagens. Quando o Senar/MS veio, eles me orientaram tudo certinho. Veio a equipe para fazer a medida da pipoca e fazer a tabela. Depois que o Senar/MS me ajudou nas embalagens e precificação, outros mercados me procuraram e ficou mais fácil entrar no comércio”, explica.

A formalização trouxe resultados rápidos. Além de fortalecer a presença da marca em Sidrolândia, o negócio passou a atender clientes em Campo Grande, Ponta Porã, Maracaju, Bonito, Nioaque e Guia Lopes da Laguna.

Hoje, a empreendedora fornece produtos para mais de 20 pontos de venda e continua investindo em novidades para ampliar a clientela.

Inovação virou marca registrada

Além da tradicional pipoca de leite ninho, considerada o carro-chefe da empresa, Sandra desenvolveu novos sabores e apresentações para atrair consumidores.

Entre as opções estão versões coloridas, combinações salgadas com bacon e queijo e um balde de pipoca com creme de avelã que ganhou destaque nas redes sociais.

A criatividade, segundo ela, é uma ferramenta importante para manter o crescimento do negócio.

“Das pipocas doces, hoje eu tenho a de leite ninho, que é o carro-chefe, e todo mundo revende. E tenho a colorida que estava tendo uma demanda grande. Surgiu a copa e falei: ‘vou fazer uma pipoca personalizada que vai ser verde, amarelo e azul’ e comecei a fazer. Foi um sucesso, tá saindo super bem, os mercados estão vendendo”, afirma.

Planos para crescer ainda mais

Com a marca consolidada em diferentes cidades e a produção em expansão, Sandra acredita que o empreendimento ainda tem espaço para avançar.

Ela destaca que o acompanhamento técnico ajudou não apenas na gestão do negócio, mas também a enxergar novas possibilidades de mercado.

“O futuro da Pipoca da Nega na minha cabeça ainda vai crescer muito. O Senar/MS abriu a minha cabeça para tudo, para revender, mandar para outros lugares, fazer eventos. Eu participei de grandes eventos e fui homenageada pela Famasul. Hoje, quando eu vou a Campo Grande, todo mundo conhece a pipoca. É uma coisa que eu nem imaginava e tudo isso através do Senar/MS. Minha vida mudou 100%”, afirma.

A história da empreendedora mostra como iniciativas de capacitação e assistência técnica podem contribuir para transformar pequenos negócios em empreendimentos sustentáveis, gerando renda, ampliando mercados e criando oportunidades de crescimento no interior de Mato Grosso do Sul.

Com informações e imagem do Sistema Famasul 

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