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Toda grande marca carrega uma percepção, algumas são lembradas pela inovação, outras, pela elegância, pela confiança, pela criatividade, pelo luxo, pela tecnologia ou pela capacidade de transformar os hábitos de consumo.

E a grande verdade é que existe algo por trás de muitas dessas marcas que nem sempre recebe a atenção devida: a força da marca pessoal de quem representa, lidera ou simboliza aquele negócio.

Um exemplo sólido disso é a Apple, que teve parte importante de sua percepção pública pela figura de Steve Jobs. Suas apresentações, sua forma de defender simplicidade, sua obsessão por design e sua postura diante da inovação ajudaram a criar um imaginário em torno da marca. Foi a presença dele que proporcionou rosto, voz e interpretação ao que a Apple queria representar no mercado.  

O mesmo aconteceu com Walt Disney que representava uma visão de negócios e não apenas um empresário. A Disney se tornou uma das marcas mais reconhecidas do mundo porque construiu um universo de imaginação, encantamento e experiência.

Quando o público olhava para aquela marca, não enxergava apenas filmes, parques ou personagens, enxergava um universo capaz de transformar a imaginação em experiência familiar, memória afetiva e desejo de pertencimento.

De igual modo, a Chanel não se tornou referência apenas por vender roupas, perfumes e acessórios. A marca carregava uma ideia de mulher, de comportamento, de elegância e de liberdade estética. A fundadora Coco Chanel ajudou formar o código simbólico da marca através de sua história, suas escolhas, sua imagem e sua visão de mundo, mostrando ao mercado o lugar que aquela marca ocuparia.

Em todos esses casos, podemos perceber que a marca pessoal foi usada como uma estratégia de negócio, ampliando a percepção de valor, fortalecendo a reputação e ajudando o mercado a compreender a essência da empresa.

Empresários, fundadores e líderes precisam entender que são um dos maiores ativos simbólicos de suas empresas, afinal são eles que carregam a história, as decisões, os valores, os bastidores, as escolhas difíceis, os aprendizados e a visão fizeram o negócio a chegar até aqui.

O que mais vejo hoje são empresas com bons produtos, bons serviços, boa estrutura e bons resultados, mas que continuam sendo percebidas como mais do mesmo, justamente por falta de uma liderança visível capaz de traduzir a visão do negócio para o mercado.

O mercado quer saber quem pensa por trás da marca, quem decide, quem representa aquela cultura, quem dá direção, quem tem repertório para defender uma visão, quem pode ser associado à qualidade, à experiência e à promessa que a empresa comunica.

Um fundador bem-posicionado amplia a força simbólica da empresa e ajuda a empresa a vender sem depender apenas de estratégias comerciais, ele cria proximidade, reforça autoridade, humaniza a marca e aumenta o valor percebido e quando isso acontece, ela passa a fazer parte do brand equity da empresa.

É justamente por isso que defendo que o posicionamento é uma das estratégias mais valiosas de negócio. 

Agora me conta, a sua imagem como líder está aumentando ou limitando o valor percebido da sua empresa?

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