Termo de cooperação entre o Parktec CG e o Governo Regional de Tarapacá prevê intercâmbio entre startups, projetos conjuntos e soluções para preparar os municípios do corredor internacional
O Parque Tecnológico e de Inovação de Campo Grande (Parktec CG) e o Governo Regional de Tarapacá, no Chile, assinaram nesta terça-feira (8) um termo de cooperação para desenvolver soluções voltadas à Rota Bioceânica. A parceria prevê ações conjuntas entre governos, universidades, empresas e startups nas áreas de inovação, tecnologia, logística e empreendedorismo, com foco no desenvolvimento dos municípios que integram o corredor internacional.
O documento estabelece uma agenda de cooperação para incentivar o intercâmbio de conhecimento, apoiar a internacionalização de empresas e desenvolver projetos capazes de responder aos desafios que devem surgir com a consolidação da Rota Bioceânica, corredor que ligará Brasil, Paraguai, Argentina e Chile aos portos do Oceano Pacífico.

Uma das primeiras iniciativas previstas é a realização de um diagnóstico dos municípios que fazem parte da rota. O levantamento deverá mapear o acesso à tecnologia e à internet, além de identificar os principais desafios enfrentados pelas cidades, para orientar soluções que poderão ser desenvolvidas em conjunto pelos quatro países.
Para a diretora executiva do Parktec CG, Adriana Tozzetti, a conclusão da ponte representa apenas o início de uma nova etapa, que exigirá planejamento para atender às demandas geradas pela circulação de pessoas e mercadorias. “A ponte é só uma estrutura. A partir do momento que a pessoa cruza a ponte, começa uma infinidade de desafios. Se uma pessoa se machuca e precisa de atendimento médico, por exemplo, como isso vai funcionar? Como lidar com o idioma? A estrada toda tem conexão com internet? A gente tem que pensar em soluções para todas essas coisas”.
Além do diagnóstico, o termo prevê a realização de missões técnicas, seminários, capacitações, rodadas de negócios e projetos conjuntos para aproximar empresas, universidades e ambientes de inovação do Brasil e do Chile.
Segundo Adriana, a proposta também é facilitar a entrada de empresas de tecnologia interessadas em expandir seus mercados, oferecendo apoio para aproximar negócios dos dois países. “Se as empresas do Governo de Tarapacá quiserem abrir mercado em Mato Grosso do Sul, nós podemos recebê-las, orientar sobre a legislação brasileira e fazer essa conexão. E vice-versa. Essa é a importância de trabalhar em rede”.
Durante a cerimônia, o governador regional de Tarapacá, José Miguel Carvajal Gallardo, afirmou que a cooperação representa um avanço para a integração entre os países da América do Sul e destacou que a Rota Bioceânica deve ampliar não apenas o transporte de mercadorias, mas também a troca de conhecimento.
“Estamos vivendo um momento histórico. Este projeto latino-americano é uma das apostas geopolíticas mais importantes das últimas décadas porque permite que Brasil, Paraguai, Argentina e Chile estabeleçam um corredor logístico que significa competitividade, benefícios e, além disso, intercâmbio de conhecimento”.

O governador também anunciou que o escritório de representação de Tarapacá passará a funcionar dentro do Parktec CG e propôs a realização de uma segunda edição do concurso internacional de inovação voltado às startups dos países que integram a rota.
“O que acabamos de firmar é exatamente que Tarapacá seja parte do Parque Tecnológico. Isso vai permitir que empresas de inovação e tecnologia do Chile possam trabalhar junto com Campo Grande. Vamos lançar uma segunda edição do concurso de inovação e tecnologia para que startups dos dois lados apresentem soluções para os desafios da rota”.
A prefeita Adriane Lopes (PP) afirmou que a cooperação faz parte da estratégia de preparar Campo Grande para as oportunidades e os desafios da Rota Bioceânica. Segundo ela, o desenvolvimento do corredor internacional exigirá investimentos e soluções em áreas como saúde, educação, tecnologia e logística.
“Nós temos uma Rota Bioceânica que pode fazer de Campo Grande um hub logístico na região central do país. Mas não estamos tratando apenas de logística. Estamos falando de saúde, desenvolvimento econômico, educação, ciência e tecnologia. Precisamos integrar universidades, setor privado e poder público porque temos pressa”.
A prefeita também destacou que o município trabalha na ampliação do Parque Tecnológico, que hoje abriga dez startups residentes e deverá ganhar uma nova sede no antigo prédio do Belas Artes. A expectativa é ampliar a capacidade de receber empresas e instituições ligadas à inovação, acompanhando o crescimento das demandas relacionadas à Rota Bioceânica.
“Hoje o nosso Parque Tecnológico já está pequeno diante do tamanho das propostas e das parcerias que estamos construindo. Começamos com uma pequena semente há três anos e agora buscamos construir pontes para atrair novas empresas, novos desafios e encontrar soluções para Campo Grande e para os países que compõem a Rota Bioceânica”, conclui.




















