Carregando…

Compartilhe

Após queda em maio, cesta básica voltou a subir em Campo Grande e atingiu custo médio de R$ 846,06; levantamento aponta alta em 17 das 27 capitais brasileiras

Depois de registrar queda em maio, o preço da cesta básica voltou a subir em Campo Grande. Em junho, o conjunto de alimentos passou a custar, em média, R$ 846,06, alta de 0,58% em relação ao mês anterior, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O movimento acompanha a tendência nacional, já que 17 das 27 capitais pesquisadas registraram aumento no custo da cesta.

Com esse valor, Campo Grande tem a sexta cesta básica mais cara do país. O custo representa 56,43% do salário mínimo de R$ 1.621, o que significa que um trabalhador remunerado pelo piso nacional precisa dedicar 114 horas e 50 minutos de trabalho, o equivalente a quase 15 dias de uma jornada de oito horas, apenas para comprar os alimentos básicos.

No acumulado do ano, a cesta básica na Capital registra alta de 9,04%. Em 12 meses, a elevação chega a 6,69%.

Entre os 13 itens pesquisados, cinco ficaram mais caros em junho. A batata liderou as altas, com avanço de 10,88%, seguida por banana (3,27%), feijão carioca (2,71%), tomate (2,21%) e pão francês (1,34%). Já as principais reduções foram observadas no leite integral (-3,17%), óleo de soja (-3,01%), arroz agulhinha (-2,20%), carne bovina de primeira (-1,46%), farinha de trigo (-1,15%), açúcar cristal (-0,97%), manteiga (-0,78%) e café em pó (-0,39%).

Na comparação com junho do ano passado, os maiores aumentos em Campo Grande foram registrados no feijão carioca (48,84%), batata (45,28%) e tomate (24,66%). Em contrapartida, açúcar cristal (-24,88%), arroz agulhinha (-18,20%) e café em pó (-15,30%) acumulam as maiores quedas no período.

No acumulado de 2026, a batata praticamente dobrou de preço, com alta de 99,75%, seguida pelo tomate (96,90%) e pelo feijão carioca (51,03%). Do outro lado, açúcar cristal (-14,33%), banana (-12,10%), café em pó (-11,93%) e óleo de soja (-11,83%) apresentaram retração desde o início do ano.

Cenário nacional

Em todo o país, o custo da cesta básica aumentou em 17 capitais entre maio e junho. As maiores altas foram registradas em Boa Vista (3,28%), Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). As maiores quedas ocorreram em João Pessoa (-3,97%), Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%).

São Paulo voltou a registrar a cesta básica mais cara do Brasil, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42).

Segundo o Dieese, o feijão foi o principal responsável pela pressão sobre os preços em junho. O produto ficou mais caro em todas as capitais pesquisadas devido à redução da área cultivada e às adversidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras. Também contribuíram para o aumento da cesta as altas no arroz agulhinha, na carne bovina de primeira e no leite integral.

Com base no custo da cesta em São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92 em junho, o equivalente a cinco vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.621.

*Informações e Imagem: Agência Brasil

Os comentários a seguir não representam a opinião do Portal Total News

Deixe um comentário

Total News MS

AD BLOCKER DETECTED

Indicamos desabilitar qualquer tipo de AdBlocker

Please disable it to continue reading Total News MS.