O que faz uma empresa deixar de vender produtos para construir uma legião de fãs?
Essa é uma pergunta que todo empresário deveria fazer. Afinal, vivemos um momento em que qualidade e preço já não são suficientes para garantir crescimento. Produtos podem ser copiados, processos podem ser replicados, tecnologia se torna acessível cada vez mais rápido. Mas cultura, propósito e relacionamento continuam sendo ativos difíceis de imitar.
É justamente sobre isso que vamos discutir na próxima edição do Café com Negócios.
Escolhemos um tema que, à primeira vista, pode parecer falar apenas sobre franquias ou sobre uma das maiores marcas do país. Mas a verdade é que a conversa vai muito além do chocolate.
O mercado brasileiro de franchising vive um dos seus melhores momentos. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor cresceu 10,1% no primeiro trimestre de 2026, movimentando R$ 72,7 bilhões. Hoje, são mais de 204 mil operações espalhadas pelo Brasil, um cenário que mostra a força de um modelo baseado em padronização, gestão, inovação e relacionamento.
E quando falamos em franquias, é impossível não olhar para a Cacau Show. A empresa encerrou 2024 como a maior rede de franquias do Brasil em número de operações, com mais de 4.600 unidades. Mas o sucesso da marca não se explica apenas pelo produto que vende. Ele está na experiência que entrega, na cultura que construiu, na capacidade de inovar e, principalmente, na forma como transforma clientes em verdadeiros admiradores da marca.
É esse olhar que queremos levar ao palco do Café com Negócios. Teremos a presença de Arlan Roque, diretor de Expansão e Vendas Corporativas da Cacau Show, profissional que há mais de duas décadas acompanha de perto o crescimento da empresa e conhece como poucos os desafios de expandir um negócio sem perder sua essência.
Ao lado dele estará Fred Alecrim, empresário, autor e uma das maiores referências brasileiras em varejo, inovação e experiência do cliente. Fred costuma provocar uma reflexão importante: será que estamos apenas correndo atrás de resultados ou construindo negócios que realmente fazem sentido para clientes, colaboradores e sociedade?
Essa é uma provocação que considero extremamente necessária.
Tenho acompanhado empresas dos mais diferentes segmentos e percebo que aquelas que crescem de forma consistente têm algo em comum. Elas sabem exatamente quem são, onde querem chegar e qual experiência desejam proporcionar. Não competem apenas por preço. Competem por significado.
Construir uma empresa forte exige muito mais do que boas estratégias comerciais. Exige liderança, cultura organizacional, clareza de propósito, processos bem definidos e pessoas comprometidas com a visão do negócio.
No fim das contas, clientes não criam conexão com produtos. Criam conexão com histórias, valores e experiências.
Talvez esse seja um dos maiores desafios do empreendedor contemporâneo: deixar de administrar apenas uma operação para construir uma marca.
É exatamente esse tipo de reflexão que buscamos promover no Café com Negócios. Nosso propósito nunca foi apenas realizar eventos. Queremos criar encontros que provoquem novas ideias, aproximem pessoas, fortaleçam conexões e contribuam para um ambiente empresarial mais preparado para os desafios do presente e do futuro.
Na próxima terça-feira, dia 21 de julho, teremos mais uma oportunidade de fazer isso.
Porque, no fim, a maior lição que uma marca como a Cacau Show pode nos ensinar não está no chocolate.
Está na capacidade de transformar propósito em crescimento, cultura em vantagem competitiva e clientes em fãs.
E essa é uma receita que vale para qualquer negócio.














