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Quando olho para trás, percebo o quanto Campo Grande está presente em praticamente todos os capítulos importantes da minha história. Da criança ao adolescente, do jovem que saiu em busca de oportunidades ao profissional que teve a possibilidade de conhecer diferentes regiões do Brasil e do mundo, existe um fio que sempre me trouxe de volta às minhas origens.

Essa escolha não aconteceu por acaso. Ela é resultado de uma história construída com muito trabalho, determinação e, principalmente, com os valores que recebi dentro de casa. Muito do que sou carrega o exemplo da minha mãe, sua força, sua maneira de enfrentar a vida e a convicção de que nada substitui o trabalho, a perseverança e o respeito pelas pessoas.

Mas existe também algo que vai além da trajetória profissional. Existe afeto.

Foi em Campo Grande que conheci minha esposa. Foi aqui que nossas filhas nasceram. Foi aqui que construímos parte importante da história da nossa família. Por isso, quando digo que Campo Grande é a nossa casa, não estou falando apenas de um endereço ou de uma escolha geográfica. Estou falando de pertencimento.

Ao longo da minha trajetória profissional, aprendi que negócios são feitos de números, estratégias, metas e resultados. Mas aprendi também que, antes de qualquer negócio, existem pessoas.

São as pessoas que têm ideias, assumem riscos, empreendem, criam empresas, geram empregos, movimentam a economia e acreditam que é possível fazer diferente. E foi justamente essa convicção que, ao longo dos anos, me aproximou cada vez mais do universo do empreendedorismo, da gestão e, sobretudo, da construção de conexões.

Campo Grande foi cenário de grande parte dessa história.

Foi aqui que desenvolvi projetos, conheci empresários, empreendedores, executivos, professores, profissionais e tantas pessoas que, em algum momento, deixaram de ser apenas contatos profissionais e se tornaram parceiros, amigos e companheiros de caminhada.

E quanto mais eu conhecia essas histórias, mais percebia algo importante: existia uma necessidade que ia muito além de fazer negócios.

As pessoas precisavam se encontrar.

Precisavam conversar, trocar experiências, compartilhar dificuldades, descobrir oportunidades e perceber que muitos dos desafios enfrentados individualmente também estavam sendo vividos por outras pessoas.

Foi dessa percepção que nasceu boa parte daquilo em que passei a acreditar profissionalmente: conexões verdadeiras são capazes de transformar pessoas, negócios e lugares.

Networking, para mim, nunca foi colecionar cartões, contatos no celular ou conexões em uma rede social. Networking é construir confiança. É aproximar pessoas que talvez jamais se encontrassem. É fazer uma apresentação e, meses ou anos depois, descobrir que daquele encontro nasceu uma empresa, uma parceria, um projeto, um emprego ou simplesmente uma grande amizade.

Com o tempo, entendi que conectar pessoas também é uma forma de contribuir para o desenvolvimento de uma cidade.

Porque uma cidade não é construída apenas por prédios, avenidas, obras ou grandes investimentos. Tudo isso é fundamental, evidentemente. Mas cidades são construídas, antes de tudo, por pessoas.

São empresários que decidem investir. Empreendedores que abrem as portas todas as manhãs. Profissionais que escolhem permanecer. Jovens que resolvem empreender. Professores que formam novas gerações. Líderes que assumem responsabilidades. Famílias que acreditam naquele lugar e decidem construir ali o seu futuro.

Quando essas pessoas se encontram, compartilham conhecimento e começam a colaborar, uma cidade se torna mais forte.

Talvez por isso eu tenha dedicado uma parte tão importante da minha trajetória a criar ambientes de encontro. Seja em eventos, projetos empresariais, educação, comunicação, palestras, mentorias ou simplesmente em uma mesa de café, sempre me fascinou observar o que acontece quando colocamos boas pessoas diante de boas conversas.

Às vezes, tudo começa com um aperto de mão.

Uma conversa aparentemente despretensiosa pode se transformar em uma oportunidade. Uma apresentação pode mudar uma carreira. Uma ideia compartilhada pode se tornar uma empresa. Uma conexão pode abrir uma porta que nenhuma estratégia isolada conseguiria abrir.

Tenho acompanhado Campo Grande crescer, amadurecer e ganhar uma nova dimensão econômica e empresarial. E acredito profundamente que estamos vivendo um momento em que precisamos olhar para o desenvolvimento da cidade não apenas pela perspectiva da infraestrutura, mas também pela capacidade de fortalecer nosso capital humano e nosso capital social.

Precisamos criar cada vez mais pontes.

Pontes entre empresas e universidades. Entre empresários experientes e novos empreendedores. Entre tecnologia e negócios tradicionais. Entre gerações. Entre o setor público e a iniciativa privada. Entre quem tem uma boa ideia e quem pode ajudar a transformá-la em realidade.

Nenhuma cidade se desenvolve plenamente quando seus talentos caminham isolados.

Por isso, quando olho para tudo o que construí ao longo desses anos, percebo que existe um propósito que atravessa diferentes momentos da minha trajetória: aproximar pessoas.

E talvez essa seja também uma maneira de devolver para Campo Grande um pouco de tudo aquilo que essa cidade me proporcionou.

Viajei, conheci lugares extraordinários, vivi experiências profissionais e pessoais que ampliaram profundamente minha visão de mundo. E continuo acreditando que conhecer o mundo é uma das melhores maneiras de compreender o valor das nossas próprias raízes.

Hoje, quando olho para Campo Grande, não vejo apenas a cidade onde cresci.

Vejo a cidade que escolhemos para chamar de casa.

Vejo a cidade onde minhas filhas nasceram, onde construí amizades, desenvolvi projetos, empreendi, aprendi, errei, recomecei e conheci algumas das pessoas mais importantes da minha vida.

E vejo, principalmente, uma cidade com um futuro extraordinário pela frente.

Mas esse futuro não será construído por uma única pessoa, empresa ou instituição.

Será construído por todos nós.

Por pessoas dispostas a compartilhar conhecimento, abrir portas, gerar oportunidades e entender que crescer sozinho pode até ser possível, mas crescer juntos é muito mais poderoso.

Depois de tantos anos trabalhando com negócios, gestão, comunicação e empreendedorismo, uma convicção se tornou ainda mais forte para mim:

Construir conexões também é construir uma cidade.

E ajudar a construir Campo Grande, conectando pessoas, ideias e oportunidades, talvez seja uma das formas mais bonitas que encontrei de dizer, esta é a nossa casa.

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