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Viralizar virou desejo de muitas marcas, é quase uma espécie de troféu, afinal o vídeo ganha muitas visualizações, o post é compartilhado por milhares de pessoas, a frase ganha repercussão e, de repente, uma marca ou profissional parece ter conquistado o que todos desejam: a atenção.

À primeira vista, parece o cenário ideal. Afinal, quem não gostaria de ser visto por mais pessoas? Mas, no jogo da autoridade, a pergunta mais importante não é apenas quantas pessoas viram, curtiram ou comentaram, é o que essas pessoas passaram a pensar depois que viram, especialmente porque o alcance só tem valor quando ajuda o mercado a entender melhor quem você é, o que representa e por que ele deveria te escolher.

Existe uma diferença grande entre ser visto e ser reconhecido. Muitas marcas conseguem chamar atenção por um conteúdo pontual, uma opinião forte, uma trend bem aproveitada ou uma situação curiosa, o problema começa quando esse alcance não encontra uma base clara por trás.

A pessoa viraliza, mas o público não entende exatamente o que ela faz, a empresa aparece, mas o mercado não consegue identificar seu diferencial, o conteúdo circula, mas não fortalece reputação, o nome chega mais longe, mas não cria confiança suficiente para gerar dinheiro no bolso.

Nesse caso, viralizar é puramente uma métrica de vaidade e não necessariamente constrói valor.

Para um conteúdo viral construir valor ele precisa ampliar um posicionamento que já existe, o que demanda uma marca com mensagem central, um território definido, clareza sobre o público que deseja atrair e uma promessa que o mercado consegue entender sem grandes esforços.

Sem essa base, a visibilidade passa rápido, é como colocar muita gente diante de uma vitrine bonita, mas desorganizada. As pessoas olham, comentam, talvez até entrem, mas não conseguem entender exatamente o que aquela marca vende, para quem vende e por que merece ser lembrada depois.

Por isso, antes de desejar viralizar, uma marca precisa estar preparada para ser vista. Porque o alcance pode trazer muita gente nova, mas se essa audiência chega e encontra uma comunicação confusa, uma bio fraca, conteúdos desconectados, ausência de prova e nenhuma narrativa clara, o impacto se perde.

O público pode lembrar do vídeo, da frase ou da situação engraçada, mas não necessariamente vai lembrar da autoridade e dos negócios que podem ser gerados.

E aqui está o erro mais comum da nova era de conteúdos digitais: confundir viralização com posicionamento. Viralização é o movimento em torno de um conteúdo, posicionamento é o lugar que a marca ocupa na mente das pessoas; uma coisa pode ajudar a outra, mas elas não têm o mesmo peso estratégico.

Marcas de autoridade usam o alcance para reforçar uma percepção, elas não dependem de viralizar para existir e quando um conteúdo cresce, ele apenas amplia uma mensagem que já vinha sendo construída com consistência.

É por isso que alguns profissionais viralizam e desaparecem, enquanto outros transformam uma boa exposição em reputação, oportunidades e crescimento.

Quem tem posicionamento forte sabe o que fazer com o olhar que recebe, sabe conduzir o público para uma ideia central, transformar curiosidade em confiança e usar aquele momento para fortalecer o motivo pelo qual deseja ser lembrada.

No ambiente digital, viralizar pode ser uma excelente ferramenta, mas autoridade continua exigindo repetição, coerência, prova e valor percebido, afinal, aparecer pode abrir espaço, mas só uma marca bem-posicionada consegue ocupar esse espaço com valor.

Antes de querer viralizar, se pergunte: Se mais pessoas chegarem até mim hoje, elas entenderão por que devem confiar, lembrar e escolher a minha marca?

Os artigos publicados são de responsabilidade dos colunistas e não refletem, necessariamente, a opinião do Portal Total News

Foto de Letícia Ribeiro

Letícia Ribeiro

Estrategista de Crescimento de Negócios, fundadora e CEO da BPM Group, especialista em transformar negócios em marcas fortes, lucrativas e preparadas para escalar. Com sólida experiência em gestão, branding e estratégia de expansão, ajuda negócios a unirem estrutura, lucro e percepção de valor, através de métodos próprios como a Arquitetura de Autoridade e a Engrenagem Lucrativa. | @aleticiaribeiiro

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